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Investimentos do Sanear garantem segurança hídrica em Rondonópolis

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Rondonópolis

Dando sequência as comemorações alusivas à Semana Municipal do Meio Ambiente, o Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear) realizou nesta segunda-feira (03) mais uma série de inaugurações de obras que fortalecem o sistema de captação e distribuição de água tratada, com um investimento total superior a R$ 7,6 milhões. As obras integram um programa que prepara a cidade para o futuro e aumenta a segurança hídrica no município.

As atividades começaram no período da manhã, no complexo de reservatórios localizado no antigo Aeroporto, na Vila Adriana. Lá foram inaugurados dois novos reservatórios metálicos com capacidade total para armazenar 5 milhões de litros (2,5 milhões cada). O investimento foi de R$ 2,7 milhões e amplia a capacidade armazenamento neste complexo para oito milhões de litros de água.

Na mesma região foram inaugurados também um novo poço artesiano capaz de produzir 80 mil litros de água por hora e uma adutora, que vai conectar este complexo à unidade do Monte Líbano. O presidente do Sanear, Paulo José Correia, explicou que os investimentos tornam o sistema mais robusto e vai beneficiar toda a cidade, em especial os bairros localizados nas regiões oeste e norte do município (incluindo parte da Grande Salmen, a Vila Adriana, o Monte Líbano e toda a região da grande Vila Operária).

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“Com estes reservatórios teremos mais estabilidade e uma pressão equalizada, reduzindo o risco de desabastecimento e de quebra de tubulações. Outra vantagem é que, por estar numa região elevada, a água seguirá por gravidade – dispensando o bombeamento e o gasto de energia elétrica, que é a principal despesa do Sanear. Isso significa ganho financeiro e maior proteção ao meio ambiente”, disse Paulo José.

No período da tarde as inaugurações ocorreram no bairro Cidade Alta, que também ganhou um novo poço artesiano com vazão de 80 mil litros de água por hora e um reservatório metálico capaz de armazenar 2,5 milhões de litros de água.

“A nossa cidade foi uma das primeiras do país a universalizar os sistemas de água, esgoto e coleta de resíduos. Temos o melhor saneamento básico da região Centro Oeste e, com estes investimentos, reforçamos a segurança hídrica para que o município continue crescendo de forma sustentável”, ressalta Paulo José.

Na sexta-feira (31/05) o Sanear já havia inaugurado um conjunto de obras no Parque Universitário totalizando R$ 7,5 milhões em investimentos. A série de inaugurações da Semana do Meio Ambiente será concluída nesta terça-feira (04), com a inauguração da nova estrutura da Unidade de Captação no Rio Vermelho e o lançamento da nova Estação de Tratamento de Água (ETA).

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Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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