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NOVOS INVESTIMENTOS Município conquista avanços em diversas áreas após audiências em Brasília
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Paulo José (SANEAR) José Carlos do Pátio(PREFEITO) Júnior Mendonça (PRESIDENTE Câmara MUNICIPAL) Foto: Denilson Paredes
Após dois dias de audiências em ministérios e órgãos do governo federal, em Brasília, o prefeito José Carlos do Pátio acompanhado do presidente da Câmara vereador Júnior Mendonça e comitiva de secretariado anunciou avanços para as áreas de assistência social, segurança, educação, saúde, com destaque para o setor da habitação.
Em audiência na sede do Banco do Brasil, foi confirmada a retomada das obras com a assinatura da ordem de serviço da segunda etapa do residencial Celina Bezerra. O projeto prevê a conclusão dos 1.152 apartamentos, inciados em 2013 e tiveram suas obras paralisadas pela empresa sob a alegação de problemas econômicos.
O residencial Celina Bezerra é financiado pelo Banco do Brasil por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e já abrigou, na primeira etapa entregue no início do ano 1.440 apartamentos. Em seu projeto total, a previsão do município é levar moradia para cerca de 5.760 pessoas no residencial.
Um novo loteamento residencial localizado na região da Vila Operária, foi anunciado pelo prefeito. Foi protocolado no governo federal, um projeto para construção de 1.500 residências, com previsão de começar o empreendimento com 500 casas. “O grande avanço após essas audiências foi na habitação. No total vamos levar cerca de 2.700 moradias para famílias de trabalhadores em parceria com o governo federal”, destacou Pátio.
Educação
Os representantes do município estiveram na sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) onde reforçaram o pedido de nove unidades, sendo cinco escolas e quatro creches. Dentre os cinco mil municípios, Rondonópolis é prioridade no governo federal sendo que todos os projetos de construção já foram protocolados e estão sendo analisados pela equipe técnica.
Segurança
O projeto para construção da nova sede da Polícia Federal foi apresentado pelo presidente da Sanear, Paulo José Correa. A intenção é utilizar recursos oriundos de um processo que culminou no recebimento do valor de um imóvel apreendido e, posteriormente, vendido pela União em Rondonópolis, fazendo com que o montante mobilizado permaneça na cidade. Recebido pelo ministro da Justiça Flávio Dino, o projeto teve sinalização favorável para sua execução. Outro pleito do município foi na parceria para implantação e manutenção das câmeras de segurança que integram o programa Vigia Mais MT, baseado no acesso, captação e integração de imagens de vigilância e segurança pública.
Saúde
No Ministério da Saúde, foi apresentado o que a Prefeitura tem feito para a melhoria dos atendimentos de média e alta complexidade. Diante disso, o pedido foi pela necessidade de mais recursos para financiar e intensificar os atendimentos deste tipo.
Assistência Social
O município obteve sinal positivo do governo federal no fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos por pequenos agricultores com destino final para as famílias em situação de vulnerabilidade social. No Ministério da Justiça, foi reforçado o pedido pela construção da Casa da Mulher Brasileira, projeto que atende as mulheres vítimas de violência. No Ministério de Desenvolvimento Social foi apresentado o projeto de construção de um complexo para atender a população idosa, tanto com atividades e alimentação durante o dia, quanto com o acolhimento incluindo dormitórios.
Imagens: Cristóvão Alves
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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
