Mulher espancada pelo ex-marido no Vila Ipê é socorrida pela PM; suspeito foi preso em flagrante durante operação Tolerância Zero em Rondonópolis
Polícia prende homem suspeito de tentar matar ex-esposa em Rondonópolis
Cidades
A Polícia Militar prendeu, na manhã desta sexta-feira (12), um homem acusado de agredir brutalmente a ex-esposa no bairro Vila Ipê, em Rondonópolis (MT). O caso é investigado como tentativa de feminicídio.
De acordo com a PM, a vítima foi socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde os policiais a encontraram com vários hematomas no rosto, olho esquerdo totalmente inchado e machucados na bochecha. Muito abalada, ela contou que foi atacada com socos pelo ex-marido, com quem viveu cerca de quatro anos. O casal está separado há aproximadamente quatro meses.
A mulher relatou que, durante as agressões, chegou a acreditar que perderia a vida.
Após colher o depoimento da vítima, os policiais iniciaram buscas e localizaram o suspeito na rua Ormindo Pires de Amorim, em um carro com placas QCU 9G49. Ele foi abordado, confessou ser o autor das agressões e recebeu voz de prisão. O homem apresentava escoriações nos braços, arranhões no corpo e o punho direito bastante inchado, possivelmente resultado da luta com a vítima.
Durante a prisão, duas advogadas já aguardavam o suspeito em outro veículo e informaram que estavam prestando assistência jurídica a ele.
A vítima recebeu apoio da Patrulha Maria da Penha e foi encaminhada para a Delegacia da Mulher, onde prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O agressor foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia e permanece à disposição da Justiça.
👉 O caso faz parte da operação “Tolerância Zero às Facções Criminosas”, desencadeada pela Polícia Militar em Rondonópolis.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
