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De crianças a idosos, o evento atraiu públicos diversos. Para Mônica Shimada, proprietária da Ciclo Esportes, apoiar o ciclismo é muito mais que incentivo ao esporte: é uma forma de unir pessoas e transformar vidas.

Rondonópolis recebe com entusiasmo a 2ª etapa do Tour Ciclismo Sul

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Portal de entrada Foto Cristóvão Alves Web TV

Na manhã deste domingo (20), Rondonópolis foi palco da 2ª etapa do Tour Ciclismo Sul, transformando as ruas da cidade em um grande cenário de esporte, lazer e integração comunitária. O evento reuniu dezenas de ciclistas em um passeio de aproximadamente 10 km, com largada e chegada no Parque das Águas (CAIS), que também serviu como ponto de apoio para os participantes.

Com inscrições gratuitas realizadas na Ciclo Esportes Bicicletas e no local, o passeio teve como objetivo principal incentivar hábitos saudáveis, promover o bem-estar físico e emocional e fortalecer os laços entre moradores e famílias da região. A ação percorreu trechos do perímetro urbano, proporcionando um domingo diferente para ciclistas de todas as idades.

Mais que pedal: saúde, lazer e união

De crianças a idosos, o evento atraiu públicos diversos. Para Mônica Shimada, proprietária da Ciclo Esportes, apoiar o ciclismo é muito mais que incentivo ao esporte: é uma forma de unir pessoas e transformar vidas.

“A gente sempre incentiva o ciclismo desde as crianças até os idosos. É uma forma de fazer esporte, lazer e ter interação entre as famílias. Os benefícios são enormes — para o corpo, a mente e o espírito. Hoje vimos um evento muito bem organizado, com CEMOB, Polícia Militar, pontos de hidratação, ambulância. Estão de parabéns!”, destacou Mônica.

A estrutura pensada nos mínimos detalhes garantiu conforto e segurança aos participantes. A presença da Polícia Militar e da equipe da CEMOB foi fundamental para o controle do trânsito, garantindo um passeio tranquilo e respeitado pelos motoristas.

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Esporte como ferramenta de transformação

O Vereador e líder do prefeito Ibrahim Zaher, que também marcou presença na atividade, ressaltou a importância de resgatar a cultura esportiva da cidade e fortalecer o turismo esportivo na região.

“Esporte sempre foi minha bandeira. Um evento como esse movimenta a cidade, une gerações e cuida da saúde da população. Precisamos continuar fomentando ações como essa, para que Rondonópolis volte a respirar esporte e esteja presente no calendário nacional. Já tivemos campeonato de jiu-jitsu, etapa nacional de futebol, e queremos mais”, declarou.

Zaher ainda destacou que o esporte é uma poderosa ferramenta de transformação social, capaz de afastar jovens da criminalidade e promover oportunidades.

Rondonópolis no caminho certo

O presidente da Federação Mato-grossense de Ciclismo, Valterci Soares, também comemorou o sucesso da etapa e a evolução do evento.

“A cada etapa, vamos melhorando. Hoje foi ainda melhor. Ver crianças e idosos pedalando juntos é o que nos motiva. Esse é o espírito do Tour: acordar cedo, sair de casa, buscar saúde e lazer em família. Rondonópolis está de parabéns”, afirmou.

O Tour Ciclismo Sul é uma iniciativa que busca democratizar o acesso ao ciclismo e fomentar o turismo esportivo em toda a região sul de Mato Grosso. A realização contou com apoio da Federação Mato-grossense de Ciclismo (FMC), Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), Prefeitura de Rondonópolis, Câmara Municipal, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e Assembleia Legislativa.

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Mais que um evento: um movimento

Mais do que um simples passeio ciclístico, a etapa em Rondonópolis representou um movimento de valorização da saúde, da convivência e do esporte como direito de todos. E como destacou Mônica Shimada, a cidade mostrou que está pronta para mais.

“O trajeto foi ideal para as crianças, os pontos de hidratação estavam no lugar certo, e toda a estrutura montada, tanto na largada quanto na chegada, foi impecável. O ciclista se sentiu acolhido. Nota 10 para todos os envolvidos.”

Com mais uma etapa concluída com sucesso, o Tour Ciclismo Sul segue seu percurso levando pedaladas de esperança, saúde e cidadania por onde passa.

fotos e Filmagens:Cristóvão Alves , Marcos Portatili e Jhonatan

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Cidades

Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público

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Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público

A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.

O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.

Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.

Artistas querem mais participação nas políticas culturais

Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.

Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.

A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.

Comissão vai representar os diferentes estilos musicais

Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.

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A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.

Os escolhidos foram:

  • MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
  • Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
  • Pagode: Fernando e Balancê
  • Rock: Juarez e Mel Mathnes
  • Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
  • Forró: Anderson & Gabriel
  • DJ: Cristóvão
  • Pop Rock: Cleiton
  • Músicos: Bundinha

A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.

Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.

Lei Juca Lemos e proposta dos 30%

Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.

Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.

Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.

Lei do Silêncio

A Lei do Silêncio também entrou na pauta.

Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.

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A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.

A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.

Uma cidade com potencial para a música

Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.

Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.

Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.

São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.

Organização para buscar resultados

A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.

Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.

A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.

Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.

A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.

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