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Rondonópolis

Sanear promove Coleta Seletiva em palestra na escola Marechal Dutra

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Rondonópolis

O Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis Terezinha de Silva de Souza (SANEAR) promoveu nesta quinta-feira (18) uma palestra com o tema Coleta Seletiva para as turmas do 3º ano da Escola Estadual Marechal Dutra, uma das mais tradicionais de Rondonópolis.

A palestra foi ministrada por Ivone Espindola, responsável pelo setor de Educação Ambiental do Sanear. Ela detalhou a importância da reciclagem, da participação da população para o sucesso da Coleta Seletiva e também abordou questões relacionadas à coleta convencional dos resíduos sólidos (lixo comum), ao descarte de resíduos em Ecopontos e o processo biológico implantado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Rondonópolis.

“Rondonópolis hoje é referência nacional nestas áreas e queremos que todos compreendam melhor como isso funciona. Este conhecimento estimula uma adesão maior e tem efeitos muito positivos para a população e o meio ambiente”, avalia Ivone Espindola.

A mensagem contagiou os alunos. Lucas Andrew, de 17 anos, disse que a palestra ajudou a esclarecer muitas dúvidas e agora quer multiplicar as informações.

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“Temos de nos conscientizar que pequenos atos, como separar os resíduos, podem evitar grandes problemas inclusive para a natureza. Se não fizermos isso agora, no futuro o mundo em si sofrerá grandes consequências”, concluiu Lucas.

A estudante Danyelle Taveira, 17 anos, também destacou a importância da coleta seletiva para a preservação ambiental. “É muito importante, pois evita que toneladas de resíduos sejam jogadas nos rios e nos terrenos baldios. Ela previne estragos no meio ambiente”, ensina.

As palestras sobre Coleta Seletiva podem ser solicitadas por qualquer escola e também por empresas e entidades da sociedade civil. Os interessados devem entrar em contato com o Sanear.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Cidades

Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público

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Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público

A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.

O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.

Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.

Artistas querem mais participação nas políticas culturais

Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.

Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.

A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.

Comissão vai representar os diferentes estilos musicais

Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.

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A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.

Os escolhidos foram:

  • MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
  • Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
  • Pagode: Fernando e Balancê
  • Rock: Juarez e Mel Mathnes
  • Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
  • Forró: Anderson & Gabriel
  • DJ: Cristóvão
  • Pop Rock: Cleiton
  • Músicos: Bundinha

A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.

Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.

Lei Juca Lemos e proposta dos 30%

Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.

Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.

Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.

Lei do Silêncio

A Lei do Silêncio também entrou na pauta.

Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.

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A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.

A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.

Uma cidade com potencial para a música

Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.

Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.

Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.

São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.

Organização para buscar resultados

A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.

Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.

A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.

Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.

A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.

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