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Solidariedade

Solidariedade ganha protagonismo no Circuito Haras Amoroso & Agro 5.0 e arrecadação já supera 10 toneladas de alimentos

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Curiosidades

O 3º Circuito Haras Amoroso & Agro 5.0, realizado no Haras Amoroso, em Rondonópolis, tem reunido esporte, negócios e entretenimento ao longo da semana. Mas, entre provas equestres, palestras e movimentação do, uma outra marca do evento vem chamando atenção: a solidariedade.

Caminhão carregado com alimentos doados Foto: Cristóvão Alves

Com entrada gratuita, a programação convida o público a contribuir voluntariamente com a doação de alimentos, que serão destinados a entidades assistenciais do município. E a resposta da comunidade já surpreendeu a organização. Apenas no primeiro dia de arrecadação, mais de 10 toneladas de alimentos foram reunidas.

Segundo o proprietário do Haras Amoroso, Alessandro Amoroso, o resultado ultrapassou as expectativas iniciais. A previsão era arrecadar cerca de 20 toneladas durante toda a semana do evento.

“Superou todas as nossas expectativas. No primeiro dia, nós já conseguimos arrecadar mais de 10 toneladas de alimentos. A sociedade abraçou a nossa causa, vestiu a camisa e está junto com a gente”, afirmou.

O proprietário destaca que a mobilização emocionou a organização e reforçou o caráter coletivo da ação.

“É muito gratificante. Você vê todo mundo engajado nesse intuito, é de encher os olhos. É bom demais da conta”, disse.

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A expectativa agora é que as arrecadações ultrapassem as 20 toneladas até o encerramento do evento. Os alimentos serão destinados a diferentes entidades sociais de Rondonópolis, entre elas a APAE, a Casa do Bom Samaritano e instituições voltadas ao atendimento de idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo Alessandro, a proposta é ampliar o alcance das doações e atender o maior número possível de organizações.

Além da arrecadação de alimentos, outro gesto solidário integra a programação. O restaurante montado dentro do evento terá toda a renda revertida para a APOR. A expectativa da organização é arrecadar mais de R$ 100 mil com a iniciativa.

Equipe da APOR no evento

“Todo o dinheiro será destinado à associação. É um recurso importante para quem precisa e para o trabalho desenvolvido por eles”, destacou Alessandro.

A ação social ocorre paralelamente às provas equestres, palestras, espaços de negócios e atividades voltadas às famílias. O evento segue até domingo (24), reforçando, além do potencial econômico e esportivo do setor, a capacidade de mobilizar a comunidade em torno de causas sociais e também movimentar a economia local, beneficiando hotéis, restaurantes, bares e o comércio da cidade.

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Cidades

Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público

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Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público

A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.

O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.

Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.

Artistas querem mais participação nas políticas culturais

Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.

Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.

A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.

Comissão vai representar os diferentes estilos musicais

Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.

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A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.

Os escolhidos foram:

  • MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
  • Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
  • Pagode: Fernando e Balancê
  • Rock: Juarez e Mel Mathnes
  • Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
  • Forró: Anderson & Gabriel
  • DJ: Cristóvão
  • Pop Rock: Cleiton
  • Músicos: Bundinha

A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.

Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.

Lei Juca Lemos e proposta dos 30%

Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.

Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.

Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.

Lei do Silêncio

A Lei do Silêncio também entrou na pauta.

Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.

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A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.

A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.

Uma cidade com potencial para a música

Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.

Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.

Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.

São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.

Organização para buscar resultados

A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.

Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.

A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.

Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.

A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.

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