Agronegócio
Aprosoja-MT vai à Europa buscar fortalecer imagem da agricultura
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Integrantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), iniciou nesta segunda-feira (16.09) uma viagem intitulada “Missão Logística Europa 2024”. O objetivo principal é fortalecer a imagem da agricultura brasileira no cenário internacional e ampliar diálogos estratégicos.
A primeira parada foi em Bruxelas, Bélgica, onde a comitiva visitou a planta de biodiesel da Cargill, conhecida por sua tecnologia avançada. Em seguida, a delegação foi para Haia, nos Países Baixos, para uma reunião com representantes do Amsterdam Declaration Partnership no Ministério da Agricultura, Pesca, Segurança Alimentar e Natureza da Holanda. A comitiva também se encontrou com o embaixador do Brasil nos Países Baixos, Fernando Simas.
Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, ressaltou a importância da missão para demonstrar ao mercado europeu que a agricultura brasileira, especialmente a produção de soja, é um exemplo de práticas sustentáveis. Ele destacou a necessidade de melhorar a imagem da agricultura brasileira e garantir que os mercados permaneçam abertos, sem serem prejudicados por narrativas equivocadas.
Além do presidente da Aprosoja MT, a comitiva inclui autoridades como Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; Otto Luiz Burlier Da Silveira Filho, diretor de navegação e desenvolvimento do Ministério de Portos e Aeroportos do Brasil; o senador Wellington Fagundes (PL); a deputada federal Coronel Fernanda (PL); e Arnaldo Jardim (Cidadania), deputado federal por São Paulo e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Segundo a assessoria da entidade, a Missão Logística Europa 2024 visa não apenas estreitar laços comerciais, mas também promover o reconhecimento das práticas sustentáveis do Brasil, que é líder em produção e preserva vastas áreas de vegetação nativa. O agronegócio brasileiro, especialmente o setor de soja, demonstra que é possível combinar produtividade com preservação ambiental, uma mensagem essencial para o mercado europeu.
Fonte: Pensar Agro
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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.