Agronegócio
Chegou a revista “Pensar Agro”, edição n° 7, trazendo a catástrofe no RS e muito mais
Agronegócio
Já está disponível na plataforma digital, gratuitamente (link abaixo) a edição número 7 da Revista Pensar Agro, com a matéria de capa destacando a tragédia de proporções alarmantes ocorrida no Rio Grande do Sul.
A calamidade atingiu 332 municípios, forçando 15.102 pessoas a buscar abrigo e deixando 80.573 desalojados. O impacto totalizou 710.022 pessoas afetadas, com 155 feridos, 126 mortes confirmadas e 143 desaparecidos. A enchente causou uma série de danos que impactam diretamente o agronegócio, com prejuízos que superam os R$ 3 bilhões.
Claro, são dados apresentados até o fechamento da edição, já que a tragédia do Rio Grande do Sul continua evoluindo dia a dia, trazendo números ainda mais impactantes.
Além dessa cobertura, a revista traz ainda diversos artigos, entre eles a gestão de empresas pela colunista Paula Glannasi; a moratória da soja e came em Mato Grosso ponderada polo presidente da Aprosoja MT – Lucas Costa Beber.
A decisão polêmica do Governo de importar arroz, mesmo tendo produção interna suficiente é analisada pelo presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso – Isan Rezende, entre outros temas relevantes para o agronegócio.
Não deixe de ler a edição número 7 da Revista Pensar Agro, que traz informações valiosas para ajudar você a navegar pelos desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.
Ah, e é grátis!
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.