Agronegócio
Crédito rural para safra 2023/24 ultrapassa R$ 373 bilhões até maio de 2024
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A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou nesta segunda-feira (17.06) dados do crédito rural contratado até maio, para a safra 2023/24. Segundo o órgão, as informações do Banco Central do Brasil indicam que o montante ultrapassou R$ 373 bilhões, o que representa cerca de 85% do total de R$ 435,8 bilhões disponibilizados para o ciclo agropecuário iniciado em 1º de julho de 2023.
Salatiel Turra, analista da Getec, informou que os principais recursos provêm de Recursos Livres (55%), Recursos Obrigatórios (20%), Fundos Constitucionais (8%) e Poupança Rural (8%). Houve uma mudança em relação à safra anterior, com aumento na participação de Recursos Livres e diminuição da participação da Poupança Rural.
As cooperativas brasileiras captaram cerca de R$ 39,83 bilhões desde o início do Plano Safra até maio de 2024, um aumento de 32% em relação aos R$ 27,19 bilhões captados no Plano Safra anterior. No Paraná, as cooperativas arrecadaram aproximadamente R$ 13,16 bilhões até maio de 2024, correspondendo a 33% do total captado pelas cooperativas do país. Esse valor supera em 38% os R$ 8,09 bilhões captados na safra anterior.
Esses números evidenciam a importância do cooperativismo no acesso ao crédito rural, apoiando atividades essenciais como industrialização, investimento, custeio e comercialização, e fortalecendo o setor agropecuário brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.