Cerimônia marcou a passagem de liderança dentro da corporação e reuniu autoridades civis e militares, reafirmando o papel estratégico da Polícia Militar na região sul de Mato Grosso.
5º BPM de Rondonópolis realiza solenidade de troca de comando e reforça compromisso com a segurança da população
Cidades
Em um ato que misturou formalidade militar e reconhecimento público, o 5º Batalhão da Polícia Militar de Rondonópolis recebeu, na última quarta-feira (8), o Major Janeferson Silva como novo comandante. A passagem de cargo, acompanhada por autoridades civis e militares e por policiais da ativa, simboliza a continuidade de um trabalho que busca conciliar ação ostensiva a iniciativas de proximidade com a sociedade.
A cerimônia aconteceu no auditório do Senai, prevista para o fim da tarde, e contou com a presença do comandante-geral da PMMT e de oficiais superiores da região — sinal claro de que a alteração de comando tem apoio institucional e será acompanhada de perto pela cúpula da corporação. A programação incluiu a entrega de cumprimentos, a leitura do termo de passagem de comando e homenagens a policiais com serviços destacados.
O tenente-coronel Wanderson Silva Sá, que deixa o comando da unidade após o período de serviço — movimento que insere Rondonópolis em mais uma etapa de revezamento natural nas lideranças da segurança pública estadual. A troca ocorre em um momento em que o 5º BPM também celebra avanços operacionais obtidos nas gestões anteriores e se prepara para novos focos de atuação.
O 5º Batalhão tem papel estratégico em Rondonópolis e municípios vizinhos — responsabilidade que, em passagens anteriores de comando, já resultou em investimentos logísticos e em ações conjuntas com a administração municipal, como a entrega de veículos e equipamentos para reforçar o policiamento na região. Esses movimentos históricos e recentes ajudam a enquadrar o novo comando dentro de uma rotina de modernização e cooperação entre poder público e forças de segurança.
O perfil do Major Janeferson reúne formação técnica e atuação de campo — combinação que, segundo especialistas em segurança consultados pela Web Tv Mato Grosso e a PCI Poguba diz que, Janeferson tende a privilegiar medidas integradas: patrulhamento focalizado, ações de inteligência, capacitação e maior interlocução com conselhos comunitários e lideranças locais e foco na prevenção; porém, detalhes operacionais e metas numéricas ainda dependem de comunicados oficiais que a nova gestão deve divulgar nos próximos dias.
Silva Sá que deixa a função destacou os avanços obtidos ao longo de sua gestão, como o aumento das operações integradas, o fortalecimento do patrulhamento em áreas críticas e o trabalho de aproximação com a sociedade. “Servir a Rondonópolis é uma honra e uma responsabilidade que carrego com orgulho. Agradeço a todos os policiais que estiveram ao meu lado nessa missão de proteger e servir”, afirmou
Acompanha a entrevista com imagens de Cristóvão Alves e Rossana Arruda
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
