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Explorando diferentes formatos da narrativa audiovisual, estudantes da Unemat realizam Mostra de Jornalismo
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Apresentação de amostra audiovisual Foto ketlyn Tavares
Evento destaca talentos locais e promove discussões sobre temas relevantes na sociedade
Na noite desta quinta-feira (28), acadêmicos do curso de jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso realizaram em Rondonópolis a 1ª Mostra de Jornalismo Audiovisual. O evento foi resultado da disciplina de Telejornalismo e teve como objetivo a exposição e debate dos produtos audiovisuais desenvolvidos durante as aulas.
A Mostra apresentou dois formatos de trabalhos: telejornal e programa de TV, que foram divididos em 6 grupos diferentes. Cada grupo trouxe sua abordagem para o jornalismo audiovisual, com nomes sugestivos como “Conexão Cerrado”, “Rota Mato Grosso: História nas Estradas”, “Diversidade em Foco”, “Mosaico Cultural”, “Deu Rock” e “Rota da Notícia”.
“Esta é uma excelente oportunidade para os estudantes aplicarem a teoria na prática, estreitar os laços entre a universidade e a comunidade, e também para que tenham a possibilidade de ver seus trabalhos reconhecidos e premiados em eventos relacionados à área”, esclarece o coordenador da Mostra , o professor mestre Cayron Fraga.
Os trabalhos não apenas abordaram temas locais, mas também discutiram problemas importantes da sociedade, levando reflexão às pessoas que estavam presentes no evento. Além disso, os alunos mostraram que o jornalismo audiovisual pode ser utilizado de diferentes formas para contar histórias e aproximar das pessoas.
O convidado Jhonatam Ayres, também Drag Queen conhecida como Aysha Vitt, ressalta a importância desses eventos que envolvem acadêmicos e a comunidade. “Estou aqui pela primeira vez para assistir ao trabalho de vocês e adorei. Vocês abordam assuntos importantes na sociedade que às vezes são esquecidos. O exemplo da inclusão de mulheres trans no mercado de trabalho me toca pessoalmente, pois sou drag queen. O que vocês fazem é válido para a sociedade e para o futuro de vocês, pois compartilham informações essenciais”, declarou.
“Eu entendo a importância desse tipo de trabalho na vida do acadêmico, ajudando a nos preparar de maneira profissional. Este evento permite que as pessoas conheçam de fato a presença do curso de jornalismo aqui em Rondonópolis. Ele demonstra que o curso tem o potencial de formar excelentes profissionais não apenas no campo do jornalismo, mas em diversas áreas abrangentes”, destacou o acadêmico Robson Cirino.
Além dos estudantes e professores, a 1ª Mostra de Jornalismo Audiovisual atraiu um público diversificado, profissionais da área de imprensa, membros da comunidade e autoridades políticas.
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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
