Cidades
EXPOSUL 2022: Diretoria do Sindicato Rural de Rondonópolis se reúne com comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar
Cidades
Na tarde desta quinta-feira (26), o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis Lucindo Zamboni Junior, esteve reunido com o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar tenente-coronel Gleber Cândido Moreno, com o objetivo de solicitar o policiamento de apoio a segurança na edição deste ano da Exposul de 08 a 13 de agosto.
Para Lucindo Zamboni, a área de segurança dentro do parque Wilmar Peres de Farias é tratada pela organização da Exposul com muita atenção e planejamento, onde parceiros como a Polícia Militar e demais forças de segurança são essenciais para o sucesso da feira. “É importantíssima esta integração com a Polícia Militar, que sempre apoiou a Exposul que é o maior evento popular da região, e estamos alinhando com antecedência com o comando do 5º Batalhão para que possamos fazem uma feira bem organizada, segura onde o trabalhador possa vir se divertir e voltar para sua casa de forma ordeira e em segurança”, destacou.
O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar da Força Tática, tenente-coronel Cândido, também enfatizou o planejamento para a área de segurança da Feira com muita com muita brevidade por parte do Sindicato Rural. “A Polícia Militar como sempre é parceira do município de Rondonópolis e também do Sindicato Rural, e com certeza nós vamos fornecer esta segurança pública com excelência da forma que sempre foi realizada dentro do parque de exposição. E para isso teremos o apoio do Batalhão de Trânsito na parte externa e da Cavalaria na parte interna do recinto, e em nosso stand estaremos apresentando a sociedade o Patrulhamento Rural Georreferenciado, que se transformou em referência para todo Brasil e que nasceu aqui em Rondonópolis”, finalizou.
Além das forças de segurança pública, o Sindicato Rural também reforçará o setor com a contratação de segurança privada. Também participaram da reunião o Capitão PM De Deus, o diretor do Sindicato Rural, Adevaldo Narciso da Costa e a gerente sindical, Fabrizia Hinrichsen.
Programação de Shows – Os dois primeiros dias da grade de shows, 8 e 9 de agosto, contará com os shows religiosos, com o cantor católico Davidson Silva e do gênero gospel com Fernandinho, a entrada será de 2 (dois) quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinadas às instituições assistenciais de nossa cidade.
Na quarta-feira (10) o público terá como atração Maiara e Maraísa, na quinta-feira (11) Henrique e Juliano, já sexta-feira (12) é a vez de Eduardo Costa, e para fechar no sábado (13) atração dupla com Simone e Simaria e Hugo e Guilherme.
Vendas de passaportes – Para não perder nenhum show da programação, a comercialização do passaporte para todos está no terceiro lote a R$ 180 reais, com pagamento via PIX, no débito ou podendo ser parcelado em até 3 vezes. Ou com a comodidade pela internet pelo site https://www.guicheweb.com.br/
Cidades
Músicos de Rondonópolis se reúnem e criam comissão para levar reivindicações ao poder público
Encontro reuniu cerca de 40 artistas e terminou com a criação de uma comissão para representar diferentes segmentos da música nas discussões com o poder público
A música de Rondonópolis decidiu se organizar para buscar mais espaço, valorização e participação nas políticas culturais do município. Na noite do dia 18 de agosto, cerca de 40 artistas locais participaram de uma reunião organizada por Tom e Alexandra, idealizadores do projeto encontros do Butequeiros.
O encontro começou por volta das 19h36 e reuniu músicos de diferentes estilos, em uma conversa marcada por reivindicações, propostas e a busca por uma representação mais organizada da classe.
Um dos principais assuntos foi a necessidade de ampliar a participação dos artistas locais nos eventos públicos realizados pelo município, além da criação de um calendário anual de atividades que contemple os músicos da cidade.
Artistas querem mais participação nas políticas culturais
Durante a reunião, os músicos também discutiram a falta de um cadastro mais amplo dos artistas junto à Secretaria Municipal de Cultura.
Lucas, que preside o Conselho de Música e também atua junto à sub secretaria Municipal de Cultura, falou sobre a estrutura da pasta e afirmou que o fato de a secretaria ser uma secretaria adjunta não teria provocado perda de repasses federais destinados à cultura.
A discussão mostrou que os músicos não querem apenas ser chamados para tocar. A categoria busca participar da construção das políticas culturais e ter voz nas decisões que envolvem o setor.
Comissão vai representar os diferentes estilos musicais
Um dos principais resultados da reunião foi a criação de uma comissão representativa dos músicos de Rondonópolis.
A proposta é que cada segmento musical tenha representantes nas próximas reuniões e nas conversas que serão realizadas com o poder público.
Os escolhidos foram:
- MPB: Paulo Pego e Ana Biazi
- Sertanejo: Ouro Branco, Gustavo & Leandro e Camila Santos
- Pagode: Fernando e Balancê
- Rock: Juarez e Mel Mathnes
- Sertanejo Raiz: Marcio Callfer e Cleverson & Rodrigo
- Forró: Anderson & Gabriel
- DJ: Cristóvão
- Pop Rock: Cleiton
- Músicos: Bundinha
A comissão terá a missão de representar os segmentos nas reuniões, organizar as reivindicações e levar as demandas da categoria às autoridades municipais.
Entre os próximos passos está a tentativa de uma reunião com o prefeito de Rondonópolis e também com o presidente do Conselho de Cultura da Câmara Municipal.
Lei Juca Lemos e proposta dos 30%
Outro assunto que voltou à discussão foi a chamada Lei Juca Lemos, de 2000, que, segundo os participantes, acabou sendo retirada.
Também foi debatida uma proposta relacionada à destinação de 30% dos investimentos públicos em cultura para artistas locais. Segundo os músicos, a proposta chegou a ser encaminhada à Prefeitura, mas não foi sancionada pelo prefeito à época.
Para a categoria, a discussão é sobre garantir que parte dos recursos públicos destinados à cultura também chegue diretamente aos artistas que vivem e trabalham em Rondonópolis.
Lei do Silêncio
A Lei do Silêncio também entrou na pauta.
Os músicos defendem que seja encontrada uma forma de conciliar o direito ao sossego dos moradores com o direito dos profissionais da música de exercerem sua atividade.
A ideia é discutir regras mais claras e mecanismos que permitam a realização de apresentações dentro de critérios estabelecidos, evitando que a legislação inviabilize o trabalho dos músicos.
A Ordem dos Músicos do Brasil também foi citada durante o encontro.
Uma cidade com potencial para a música
Durante a reunião, foi citado que Rondonópolis possui aproximadamente 1.200 músicos, mostrando o tamanho da cadeia cultural ligada à música no município.
Além das reivindicações, os participantes também apresentaram propostas para o futuro.
Entre elas estão a criação de um Festival Rondonopolitano de Música, uma Concha Cultural Rio Vermelho, uma escola de música e o fortalecimento da proposta do Casarão Cultural.
São projetos que, na visão dos artistas, poderiam ajudar na formação de novos músicos, abrir espaços para apresentações e criar uma programação cultural permanente na cidade.
Organização para buscar resultados
A reunião do dia 18 terminou com uma decisão importante: a classe quer se organizar antes de cobrar resultados.
Enquanto ainda não existe um sindicato ou uma associação específica que represente todos os músicos, a comissão formada passa a cumprir esse papel inicial de articulação entre os diferentes segmentos.
A intenção agora é transformar as reivindicações em uma pauta oficial e abrir diálogo com o Executivo e o Legislativo.
Mais do que pedir espaço para tocar, os músicos querem participar das decisões sobre a cultura de Rondonópolis.
A música já existe, os artistas já estão na cidade e o público também. O que a categoria está buscando agora é organização, valorização e espaço dentro das políticas culturais do município.
