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CRISE NA CODER

Justiça dá prazo de 3 dias e pressiona prefeitura a pagar servidores da Coder em Rondonópolis

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Cidades

Após semanas de impasse, decisão judicial determina que salários atrasados e vale-alimentação sejam quitados; crise envolve disputa entre prefeitura, sindicato e Justiça

Em meio a uma crise que tem afetado diretamente centenas de trabalhadores e suas famílias, a situação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) ganhou um novo capítulo nesta semana — e agora com prazo definido pela Justiça.

A decisão mais recente determina que o prefeito Cláudio Ferreira tem até três dias para regularizar o pagamento dos salários atrasados e do vale-alimentação dos servidores da companhia.

Um  problema que se arrasta

A crise não começou agora. Nas últimas semanas, trabalhadores da Coder denunciam atrasos de pelo menos um salário e dois vales-alimentação, situação que, segundo o sindicato, compromete a sobrevivência de diversas famílias. 

Diante disso, o Sindicato dos Servidores ingressou na Justiça cobrando o pagamento imediato, alegando que os valores têm caráter alimentar — ou seja, são essenciais para a vida dos trabalhadores.

O Ministério Público também entrou no caso, pedindo urgência na solução e reforçando que não há justificativa para a continuidade dos atrasos. 

 O impasse: prefeitura x Justiça

De um lado, a prefeitura argumenta que o problema estaria ligado à suspensão judicial do processo de liquidação da empresa.

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Segundo o prefeito, a Coder enfrenta uma crise financeira profunda, com uma dívida que ultrapassa R$ 240 milhões, o que teria levado à proposta de encerrar as atividades da companhia como forma de reorganizar os débitos e garantir direitos trabalhistas. 

No entanto, uma decisão da Justiça suspendeu esse processo de liquidação, travando parte das ações administrativas da prefeitura. 

A gestão municipal passou então a sustentar que essa decisão teria criado um “vácuo jurídico”, dificultando o pagamento dos funcionários.

Contestação: “não há impedimento”

Mas essa versão é contestada.

Tanto o sindicato quanto juristas envolvidos no caso afirmam que a decisão judicial não impede o pagamento dos salários. Pelo contrário, ao suspender a liquidação, a Justiça teria restabelecido o funcionamento normal da empresa, mantendo suas obrigações trabalhistas. 

Essa divergência aumentou ainda mais a tensão e levou o tema para o debate público.

Audiência pública e pressão popular

A crise chegou à Câmara Municipal, onde uma audiência pública foi realizada na data de ontem, O encontro foi marcado por cobranças, críticas e um clima de forte tensão política, refletindo o impacto direto da situação na cidade.

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Servidores, representantes sindicais e autoridades discutiram responsabilidades e caminhos para resolver o impasse — mas sem consenso.

 A decisão que muda o jogo

Agora, com a nova decisão judicial, o cenário muda.

A Justiça determinou prazo para que a prefeitura regularize os pagamentos, colocando fim ao debate sobre quem é responsável — e transferindo a urgência para a prática.

Na prática, a decisão reconhece que, independentemente do entrave jurídico ou da situação financeira da empresa, os trabalhadores não podem continuar sem receber.

O lado mais afetado

Enquanto o impasse jurídico e político se arrasta, quem sente na pele são os servidores.

São famílias que dependem diretamente desses valores para alimentação, contas básicas e sobrevivência. Para muitos, o atraso deixou de ser apenas um problema administrativo e passou a ser uma crise social.

O que acontece agora

Com o prazo estabelecido pela Justiça, a expectativa é que a prefeitura cumpra a determinação e normalize os pagamentos.

Caso contrário, novas medidas judiciais podem ser aplicadas, incluindo multas e outras sanções.

A crise da Coder, no entanto, está longe de acabar. O debate sobre o futuro da empresa — entre liquidação, reestruturação ou continuidade — ainda deve render novos capítulos.

 

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Cidades

Cláudio Ferreira reforça aliança com Mauro Mendes e anuncia maior pacote de obras da história de Rondonópolis

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Evento no Sagrada Família marca novo momento político e consolida parceria estratégica entre Prefeitura e Governo do Estado

A manhã desta segunda-feira (23) começou diferente em Rondonópolis. No bairro Sagrada Família, moradores, lideranças e autoridades acompanharam de perto o anúncio de um pacote de obras que já entra para a história como o maior já apresentado para o município.

No centro do ato estavam o prefeito Cláudio Ferreira e o governador Mauro Mendes. Mais do que números e projetos, o evento teve um tom político claro: de alinhamento, de parceria e de recado direto sobre os rumos da cidade.

Com discurso firme e sem rodeios, Cláudio Ferreira deixou evidente que a relação com o Governo do Estado é hoje um dos pilares da sua gestão. Em uma das falas mais marcantes da manhã, resumiu o momento com uma frase que rapidamente ecoou entre os

Eu não recuo. Se for pra recuar, é só pra pegar impulso.”

A declaração não foi apenas retórica. Ela traduz um movimento político em curso — de aproximação estratégica com o Estado, buscando acelerar investimentos e destravar demandas antigas da população.

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Ao lado de Mauro Mendes, o prefeito também reforçou o tamanho e a importância econômica da cidade, defendendo mais protagonismo para Rondonópolis dentro de Mato Grosso.

O pacote anunciado contempla uma série de obras estruturantes, sinalizando um novo ciclo de investimentos e desenvolvimento urbano. Ainda que os detalhes completos devam ser apresentados gradualmente, o volume já é tratado como um marco para a cidade.

Para quem acompanhou de perto, ficou a sensação de que o evento foi além de um anúncio administrativo. Foi, acima de tudo, uma demonstração de força política e de direção.

A mensagem que ficou no ar é direta e sem filtro: em Rondonópolis, a engrenagem do desenvolvimento passa, agora, por uma parceria afinada com o Governo do Estado — e o ritmo promete ser acelerado.

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