Cidades
Prefeitura, movimento comunitário e OAB Rondonópolis buscam consenso sobre doação de área pública
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O prefeito José Carlos do Pátio avançou nas trativas com o presidente da 1ª Subseção de Rondonópolis da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Bruno Castro sobre a doação de uma área localizada no Parque São Jorge. O pedido pela área que pertence atualmente à OAB/MT foi oficializado pelos moradores do bairro por meio de um abaixo-assinado anexo ao ofício.
Moradora e presidente do Parque São Jorge, Sandra Lírio também participou do encontro que aconteceu na 1ª Subsção. Ela comentou que o terreno fica numa posição estratégica no bairro que, segunda ela, é um dos únicos que ainda não conta com nenhum espaço de lazer para a população.
A referida área pertencia ao município que, na década de 90, doou para a OAB afim de que fosse construído no local alguma edificação no período de dois anos. Como até hoje o local não teve nenhuma destinação, a comunidade do Parque São Jorge, por meio da Associação de Moradores, pede para que a OAB faça a doação do terreno para o município para que o local receba uma área de lazer conforme projeto já elaborado pela Prefeitura.
A 1ª Subseção de Rondonópolis da OAB e a Prefeitura estão entrando em acordo no sentido que a Prefeitura, em contrapartida por receber a área no bairro, disponibilize outra área para que a instituição construa sua nova sede ou ainda um espaço de lazer para seus filiados que atualmente são cerca de dois mil advogados.
Um novo encontro ficou agendado para segunda-feira (3) afim de entrar em consenso sobre uma nova área que o município possa ceder nas especificações pretendidas pela OAB.
O pedido da presidente do Parque São Jorge foi endossado pelos presidentes da Unisal e também da Uramb, além de outras lideranças que compareceram na reunião.
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No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção
O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.
Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.
Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.
Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.
Os três tipos de Escoliose:
Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.
Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.
Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.
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