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Atendimentos espontâneos realizados pelas unidades básicas desafogam as UPAs de Cuiabá

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As unidades que compõem a rede de atenção básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá estão cumprindo diariamente as demandas de atendimentos espontâneos em cada uma das 67 unidades que fazem parte da rede, além dos atendimentos agendados. São mais de 200 atendimentos na modalidade “pronto-atendimento”.

Conforme o secretário adjunto da Atenção Primária da SMS, José Ricardo de Amorim Santana, esses atendimentos ajudam a desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), responsáveis por essa demanda.

“Atualmente, temos 113 equipes atuando nessas unidades, que funcionam das 07h às 19h, por meio de agendamento e são acompanhadas pela rede. Porém, nessas unidades, também são realizados os atendimentos espontâneos, que recebem pacientes que não tinham horário marcado e apresentam sintomas leves. Caso haja necessidade, o paciente é transferido para uma unidade de maior complexidade”, explica o secretário adjunto.

Uma medida anunciada recentemente pelo prefeito Emanuel Pinheiro pretende fortalecer a saúde pública municipal: a implantação de mais 80 Equipes de Saúde da Família (ESFs) nas unidades básicas e 25 equipes de saúde bucal, ampliando o horário de atendimento e a capacidade de resposta às demandas espontâneas nas unidades.

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Com a adição dessas novas equipes, todas as unidades básicas funcionarão até as 19h, e em algumas delas, o atendimento será estendido até as 22h. A cobertura da Atenção Básica em Cuiabá atualmente é de 51,96%. Com a implantação das equipes, estima-se que essa cobertura será elevada para 84,73%.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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