Cuiabá
Bem da Gente: Pesquisa socieconômica irá ajudar no empreendedorismo
Cuiabá
Moradores dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis, em Cuiabá, vão receber um projeto pioneiro em Mato Grosso – o Bem da Gente, que entre outras ações, fomenta o empreendedorismo com a criação e reforço de negócios próprios. A iniciativa é realizada pela Energisa, que tem apoiado o programa municipal de regularização fundiária, conduzido pela Prefeitura de Cuiabá.
Por meio do Programa de Eficiência Energética do Governo Federal, a concessionária buscou uma organização civil referência no país, o CIEDS, que é especializada na criação de programas de fomento social e econômico com premiações nacionais e internacionais.
O CIEDS está contratando e capacitando jovens locais para aplicação de uma pesquisa, que vai traçar um perfil socioeconômico das famílias que vivem na região, buscando entender quais projetos de apoio financeiro podem ser mais significativos dentro da realidade e anseios das famílias. Toda a equipe estará devidamente uniformizada e identificada.
A pesquisa começa nesta semana e os primeiros diagnósticos são esperados para setembro, segundo o CIEDS e a Energisa. Futuramente a ideia é ter até linhas de crédito especiais para os moradores iniciarem negócios. Além disso, serão promovidos programas de doação de eletrodomésticos eficientes em consumo de energia e programas socioculturais para crianças e adultos.
“Não adianta impor uma solução econômica para as famílias que não faça sentido à rotina delas. Então antes de tudo é preciso ouvir, principalmente pessoas que por causa de disputas legais, viviam numa condição à margem dos direitos fundamentais. Felizmente agora, este movimento de regularização está transformando as comunidades em bairros. E a nossa energia vai vir acompanhada também de ideias de qualidade”, destacou o gerente de projetos da Energisa Luzay Lopo Filho.
O programa de regularização fundiária
O programa municipal de regularização fundiária, conduzido pela Prefeitura de Cuiabá, prevê uma autorização provisória para a empresa Energisa regularizar o fornecimento de energia elétrica em pelo menos nove bairros da capital, beneficiando mais de quatro mil famílias que vivem com ligações clandestinas. A energia provisória está prevista na Lei 6.213, de 2017.
A Energisa iniciou os trabalhos pelo Flor da Mata, onde levantamento apontou que 1.200 famílias não tinham energia regularizada. Depois seguiu para os bairros Silvanópolis (600 famílias), Paraisópolis (500 famílias), Terra Prometida (800 famílias), Jonas Pinheiro III (400 famílias), além do Jardim Manancial, Colina Verde, Jardim Umuarama e Altos da Glória (600 famílias).
Além da Lei Municipal 6.213/2017, estas ligações também estão previstas no artigo 506 da Resolução 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que autoriza a distribuidora a promover o fornecimento provisório da energia em núcleos ou assentamentos, clandestinos ou irregulares com predominância de população de baixa renda, visando garantir a segurança da população e a preservação do patrimônio público e privado.
De acordo com a resolução, a ligação deve ser realizada de forma a reduzir o risco de danos e acidentes a pessoas, bens ou instalações do sistema elétrico, e de combater o uso irregular da energia elétrica. Destaca ainda que deve existir solicitação ou concordância expressa do poder público competente.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.
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