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Cuiabá se destaca no enfrentamento à violência contra a mulher

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A Prefeitura de Cuiabá se destacou, nesta semana, pela eficiência da Secretaria Municipal da Mulher durante a apresentação do relatório preliminar da auditoria operacional do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) sobre a violência contra a mulher no estado.

A secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, afirmou que os dados do relatório servem como um direcionamento aos municípios para criação de política de enfrentamento à violência.

“Cuiabá se destaca por ter a única Secretaria Municipal da Mulher no estado, mas, apesar do avanço, ainda precisamos proteger nossas mulheres. Aqui em Cuiabá, temos projetos tanto para a proteção quanto para a inclusão delas na rede de apoio. Esse trabalho é realizado por diversas instituições, e o município é apenas mais um braço para atendê-las”, afirmou Hadassah.

A secretária-adjunta da Mulher, Stefanya Paiva também acompanhou a apresentação do relatório coordenada pela auditora pública externa do TCE, Simony Jin e sua equipe técnica de auditoras formada por Patricia Borges, Lidiane Anjos e Belízia Brito.

Durante o evento, Simony Jin enfatizou que, diferentemente de Cuiabá, muitos municípios não possuem um órgão dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher. Ela sugeriu avanços na integração entre as secretarias municipais para aprimorar a assistência às vítimas.

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“Cuiabá conta com a Secretaria Municipal da Mulher, e só isso já representa um avanço. Outros municípios não possuem um órgão específico para o enfrentamento da violência contra a mulher. Ter uma secretaria voltada para essa causa faz toda a diferença. É claro que há processos que podem ser melhorados, principalmente na articulação entre os atores, como a comunicação entre as unidades do Executivo. Essa integração é fundamental para que as ações sejam mais efetivas”, destacou Simony Jin.

A desembargadora Maria Erotides Kneip, que está à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher do TJMT, lembrou que, quando presidiu a Câmara Técnica da Assembleia Legislativa, propôs que cada município tivesse, dentro de sua estrutura organizacional, uma unidade voltada para políticas públicas para as mulheres. Ela também lamentou o resultado do relatório, que apontou a inexistência, nos municípios pesquisados, até mesmo de um Conselho Municipal da Mulher.

#PraCegoVer

A foto ilustra a imagem da secretária-adjunta da Mulher, Stefanya Paiva vestindo terno azul e a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah usando vestido cinza e branco. Elas compõem a mesa de reunião ao lado de outras lideranças femininas no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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