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Edna apoia indígenas venezuelanos que cobram moradia digna

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Cuiabá

15/05/2024
Edna apoia indígenas venezuelanos que cobram moradia digna
O Padre Aloir Pacini, antropólogo e membro da Pastoral Indígena, utilizou a tribuna livre durante a sessão ordinária desta terça-feira (14), na Câmara Municipal, a convite da vereadora Edna Sampaio (PT), para expor a dificuldade de moradia digna enfrentada pela comunidade indígena venezuelana da etnia Warao, composta por cerca de 60 famílias que residem em Cuiabá há dois anos.&nbsp
Segundo ele, as tentativas de ocupação do território destinado para as famílias pela Prefeitura de Cuiabá, localizado no bairro Jardim Novo Pequizeiro, às margens da MT-040, próximo onde está sendo executada a obra do Hospital Universitário Júlio Muller, foram frustradas em diversas ocasiões.&nbsp
“Uma parte do território já está ocupada pela iniciativa privada, e os proprietários não estão dispostos a ceder livremente o espaço. Além disso, uma outra parte deste território é uma Área de Preservação Permanente (APP), o que torna a ocupação ainda mais complexa”, explicou o Pe. Alior.
Ele também ressaltou que enquanto a busca pela designação território continua, é importante ressaltar que é necessário um espaço amplo, que possa abrigar cerca de 60 famílias indígenas de forma adequada. “Este espaço deve permitir a construção de casas, uma escola, e áreas para atividades esportivas, proporcionando uma aldeia digna para esta população, além de servir como um ponto de interesse turístico que promova a visibilidade da cultura indígena”.
O padre relembrou que já havia utilizado a tribuna no dia 1º de junho do ano passado para abordar a situação, também a convite da vereadora, e compartilhou o progresso, fruto de um trabalho em conjunto com várias instituições, tanto governamentais quanto não governamentais.
As famílias estão alojadas temporariamente em abrigos no bairro São José, na região de Santo Antônio. No entanto, é importante destacar que esses abrigos não oferecem condições adequadas para a convivência familiar e para a preservação da organização tradicional indígena. Por isso, é fundamental que se possa criar uma aldeia que permita às famílias terem seus próprios espaços, respeitando sua autonomia e preservando sua cultura.
O padre pediu o apoio da Câmara Municipal para a criação de uma aldeia indígena digna. “Esta aldeia não apenas forneceria habitação adequada, mas também promoveria a preservação cultural e étnica, oferecendo espaços para educação diferenciada e atividades comunitárias”.&nbsp
Em sua fala, a vereadora propôs que a Câmara crie uma Comissão com ela e mais dois vereadores para encaminhar a questão para o Poder Executivo.&nbsp
“Até agora, têm sido professores da universidade e voluntários que têm acompanhado a situação, mas precisamos de um reforço institucional para que essa solução aconteça. São muitas crianças, cerca de 150 crianças ali, completamente abandonadas pelo poder público, pois não têm tido acesso às políticas públicas, nem às condições dignas de sobrevivência”, ressaltou a vereadora.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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