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Prefeito Emanuel Pinheiro e primeira-dama Márcia Pinheiro lamentam o falecimento de Antonieta Ries Coelho, fundadora da primeira emissora de televisão em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e a primeira-dama Márcia Pinheiro lamentam o falecimento, nesta terça-feira (23), da comunicadora Antonieta Ries Coelho, de 96 anos, em Campo Grande (MS). Antonieta foi a fundadora da primeira emissora de televisão em Cuiabá.

“Com toda certeza, a comunicação cuiabana perde uma grande personalidade, um ícone. Antonieta não só foi a fundadora da primeira televisão de Cuiabá, mas também incentivou e ensinou muitos profissionais que hoje fazem parte do audiovisual na capital. Aos familiares, amigos e àqueles que conviveram durante toda a nobre trajetória desta grande comunicadora, quero me solidarizar nesse momento de dor e pedir que Nosso Senhor conforte o coração de todos”, pontuou o prefeito Emanuel Pinheiro.

Nascida em 13/02/1928, no município de Coxim-MS, cresceu em uma família de seis filhos e passou sua primeira infância em Coxim, mudando-se para Cuiabá aos 7 anos de idade. Em Cuiabá, Antonieta estudou o primário na Escola Modelo Barão de Melgaço, hoje Palácio da Instrução, e o Ginásio, no Colégio Estadual, hoje Liceu Cuiabano “Maria de Arruda Muller”.

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Conforme a jornalista e historiadora Neila Barreto, no artigo “Antonieta Ries Coelho: a pioneira da TV”, em 1964, Antonieta recebeu um telefonema de Ueze Zahran pedindo-lhe que acompanhasse a documentação de um canal de televisão que o Grupo Zahran havia requerido para Campo Grande no então Conselho Nacional de Telecomunicações, pois na ocasião não existia o Ministério das Comunicações. Na oportunidade, indagou ao senhor Ueze se pretendia fazer também em Cuiabá, cidade que, certamente, entendia ela, tinha condições de manter um canal de TV. Como resposta, recebeu que faltava alguém em Cuiabá para dirigir os trabalhos necessários, mas que se ela aceitasse voltar para lá e vender uma cota de 1.500 aparelhos de TV, poderia requerer a TV para Cuiabá. Antonieta aceitou a proposta do empreendimento “televisão” tão importante para Cuiabá, a cidade do seu coração. Mesmo sem consultar a família, resolveu enfrentar um novo desafio, apesar de nada saber sobre televisão, mas confiante que seria capaz de vender a cota de televisores e administrar as construções necessárias.

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As transmissões em caráter experimental começavam às 17 horas e finalizavam às 10 horas, envolvendo programação ao vivo, desenhos animados e orações. Em 13 de fevereiro de 1969, dia do aniversário de Antonieta, foi inaugurada oficialmente a TV Centro América – Canal 4 de Cuiabá, com muita festa, imagem ainda em preto e branco. Como já havia acontecido em Campo Grande, também em Cuiabá, a primeira pessoa a dar as boas-vindas aos telespectadores foi Antonieta, sendo sua primeira diretora.

Em 1970, após uma cooperação entre a EMBRATEL e técnicos americanos, foi realizada a primeira transmissão da TV Centro América a cores – a Copa do Mundo de Futebol da Alemanha. O fato envolveu grande esforço. Antonieta Ries Coelho continuou na direção da TV Centro América até julho de 1974, tendo conquistado o carinho e o crédito da população cuiabana.

Créditos: Neila Barreto

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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