Cuiabá
Primeira reunião da CPI do estacionamento rotativo define calendário e primeiros passos
Cuiabá
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Parlamentar que vai investigar o contrato da Prefeitura com a CS Mobi realizou a primeira reunião na tarde desta segunda-feira (17). Presidida pelo vereador Rafael Ranalli (PL), a CPI conta com os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) como vice-presidente e relator, e Maysa Leão (Republicanos) como membro.
De início, os parlamentares decidiram o cronograma das duas primeiras oitivas, que serão realizadas nas próximas semanas, nos dias 27 de fevereiro e 6 de março, e concordaram em chamar o fiscal do contrato do estacionamento rotativo, o procurador-geral do município que estava à frente na época e o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Miguel Sutil, senhor Sebastião Freitas.
Dilemário Alencar reforçou a importância de ter um líder como Sebastião acompanhando as reuniões da CPI, não só para contar sua experiência, mas também para entender e esclarecer suas dúvidas e as de outros na mesma posição.
Além das oitivas, os parlamentares decidiram solicitar o contrato da época e outros documentos relacionados, como os editais de licitação e os decretos publicados. O requerimento visa à realização de análise pela comissão.
Os vereadores, por fim, concordaram em manter os encontros fixos às terças-feiras, além das duas primeiras reuniões.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.
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