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Secretária de Educação e prefeito vão a Câmara de Cuiabá para explicar atraso no início do ano letivo

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Cuiabá

05/02/2025
Secretária de Educação e prefeito vão a Câmara de Cuiabá para explicar atraso no início do ano letivo

Da Secom – Câmara Municipal de Cuiabá&nbsp

A convite do vereador e presidente da Comissão de Educação da Câmara, Daniel Monteiro (Republicanos), a secretária de educação de Cuiabá, Solange Dias, participou na manhã desta quarta-feira (05) da reunião com os vereadores membros da pasta. O prefeito Abilio Brunini (PL) também compareceu e ouviu as questões levantadas pelos membros da Comissão.
A secretária foi convidada para esclarecer três assuntos: a ausência da semana pedagógica, o adiamento do início do ano letivo e a proibição do uso de aparelhos celulares nas unidades educacionais da capital.&nbsp
Em entrevista antes da reunião, a secretária foi questionada sobre o motivo do adiamento do início do ano letivo em uma semana: “As aulas não começaram no período previsto porque achei que pegaria uma secretaria organizada. No entanto, quando eu recebi a secretaria, as escolas estão em uma situação precária. Nós não conseguimos resolver em 30 dias os problemas de muito tempo. Estamos fazendo o que é possível, estão sendo reformadas para a volta às aulas”, disse Solange.&nbsp&nbsp
Sobre a demora nas nomeações dos gestores das unidades escolares, a secretária afirmou a desistência de parte da equipe. “São 173 escolas para que nós colocássemos a equipe gestora. Fizemos o convite e alguns não aceitaram. Então, nós detectamos esse problema e, junto com toda a sociedade, junto com a Câmara, vamos trabalhar este ano para que isso não se repita”, destacou a secretária.
Outro ponto apresentado foi o anúncio feito pelo prefeito sobre o pagamento de um auxílio de até R$ 3,2 mil às famílias de crianças com deficiência, assim, encerrando os contratos com as empresas terceirizadas que prestam serviços de Cuidador de Alunos com Deficiência (CAD). Pela proposta, os familiares vão ter autonomia na contratação desses profissionais ou deixem de trabalhar para cuidar de seus filhos.&nbsp
A gestora afirmou que essa proposta será encaminhada à Câmara para ser debatida e que essa questão irá ficar para 2026.
“Essa proposta é uma sugestão que vai ser trazida para a Câmara, resolvida com os sindicatos e discutida ao longo desse ano, se é viável ou não para o próximo ano. Essa decisão é para 2026, para esse ano já está resolvido e na segunda-feira terá os CADs nas escolas”, finalizou a secretária.&nbsp
Ao final da reunião, o prefeito Abilio esclareceu alguns pontos e confirmou retorno das aulas para o dia 10 de fevereiro.&nbsp
“É importante dizer que dia 10 será o retorno do ano letivo. Nós tínhamos 15 escolas com condições inapropriadas. Não seria o motivo para adiar o início das atividades de todas as escolas. Porém, 68 unidades também estavam em condições de manutenção e todas em regiões diferentes da cidade”, disse Abilio.&nbsp
Abilio enfatizou a importância da reforma administrativa, um dos projetos do Executivo, entrar em pauta nas Comissões para ser votada no máximo até a Sessão Ordinária prevista no dia 11 de fevereiro. No projeto, existe a proposta de criação de duas secretarias adjuntas, uma destinada à organização pedagógica e outra à parte sistêmica.&nbsp
“O processo de escolha de gestores escolares é manual. Os profissionais da educação preenchem a mão e depois precisamos verificar, caixa por caixa. Não existe um sistema. Isso atrasa o processo de formação de todas as diretorias. Eu não consigo resolver essa questão contratual em 30 dias”, finalizou.&nbsp
ADIAMENTO DO INÍCIO DO ANO LETIVO EM CUIABÁ&nbsp
O prefeito Abílio Brunini (PL) anunciou o adiamento das aulas em Cuiabá na última sexta-feira (31). De acordo com o documento, das 171 escolas da capital, 15 estariam em condições críticas e as demais estão passando por readequação.
Entre os problemas encontrados estão móveis enferrujados, falta de ar condicionado nas salas de aula, utensílios nas cozinhas, produtos de higiene, além de um caso de desabastecimento de água.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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