Cuiabá
Sugestão de pauta: Praça Alencastro ganha nesta segunda-feira (25), às 16h, ‘varal da luta’ no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, nesta segunda-feira (25), Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, a Secretaria da Mulher irá realizar um ato simbólico, ‘um varal da luta’, para a reflexão sobre a temática, que ainda mostra-se tão urgente. Só neste ano, cinco casos de feminicídio foram registrados em Cuiabá. O ato será realizado a partir das 16h, na Praça Alencastro e contará com a presença da primeira-dama, Márcia Pinheiro. A ação integra a campanha ’21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’.
A praça terá como símbolo camisetas brancas, com marcas de mãos vermelhas, e mensagens sobre a violência de gênero. O mesmo ato é realizado em Recife, sede do Instituto Banco Vermelho, que surgiu da inquietação de duas
mulheres recifenses, Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que enfrentaram de perto o impacto devastador do feminicídio em suas vidas.
“É possível dar voz às mulheres silenciadas e alcançar aquelas que ainda não reconhecem a violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial que sofrem. Entendo que esse tema deve ser uma prioridade nas agendas das três esferas de governo e sempre mantive o diálogo para promover estruturas na capital que auxiliem nessa construção”, avalia a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.
SERVIÇO:
Campanha: Varal de Luta
Data: 25 de novembro de 2024
Local: Praça Alencastro
Horário: A partir das 16h
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.