Search
Close this search box.

Cuiabá

Vereador Eduardo Magalhães declara Grupo Flor Ribeirinha Patrimônio Cultural Imaterial de Cuiabá

Publicados

Cuiabá

19/12/2024
Vereador Eduardo Magalhães declara Grupo Flor Ribeirinha Patrimônio Cultural Imaterial de Cuiabá
O Grupo Flor-Ribeirinha, fundado por Domingas Leonor da Silva, conhecida como Dona Domingas, deverá ser reconhecido como patrimônio histórico e cultural, imaterial de Cuiabá. A decisão consta no projeto de lei de autoria do vereador pastor Eduardo Magalhães (Republicanos), que foi aprovado na sessão plenária desta terça-feira (17), agora depende apenas da aprovação do Poder Executivo para virar lei.&nbsp
Criado há 30 anos, o grupo de Siriri nasceu na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, localizada no distrito do Coxipó da Ponte às margens do Rio Cuiabá.
Na sessão desta quinta-feira (19), o grupo foi convidado pelo vereador para uma apresentação na Câmara. Dona Domingas disse que homenagem vai ficar na história do grupo, de Cuiabá e de Mato Grosso.
“O Eduardo Magalhães foi o primeiro&nbsp vereador que teve essa iniciativa, que para nós é abençoada. Agradecemos a todos os outros vereadores que votaram pra que o Flor-Ribeirinha fosse&nbsp homenageado com essa conquista tão maravilhosa. Só temos que agradecer a Deus.&nbsp A família Flor-Ribeirinha e a comunidade de São Gonçalo Beira Rio ficaram muito emocionados com a homenagem”, declarou dona Domingas.
Na sequência o diretor artístico e neto de dona Domingas,&nbsp Avinner Augusto, disse que a tradição é a alma de um povo e que o vereador está de parabéns em preservar as raízes da cultura popular, valorizando suas características&nbsp
&nbsp”Essa lei representa um ato de amor por Cuiabá. O Flor Ribeirinha, para além da dança, para além da música, para além dos gestos, representa a alma do povo Cuiabano e trouxe para o povo da terra o orgulho do pertencimento, nosso muito obrigado ao vereador Eduardo Magalhães pelo reconhecimento”, concluiu Avinner.&nbsp
O grupo integra a Associação Cultural Flor Ribeirinha, que tem como principal objetivo preservar as tradições culturais e incentivar a sua continuidade através da formação de uma nova geração de artistas populares.&nbsp
“O Flor-Ribeirinha alcançou grande visibilidade na mídia, consolidando sua posição de símbolo da cultura cuiabana e mato-grossense, divulgando a cultura regional em suas apresentações no Brasil e no mundo. E a Associação Cultural Flor Ribeirinha trabalha na manutenção e propagação da cultura popular, especialmente do Siriri e do Cururu. Essa associação ações impactantes, entre os destaques estão suas oficinas artísticas, o projeto Semente Ribeirinha com várias atividades artísticas para crianças e ainda o projeto Flor da Idade voltado para adultos”, contextualizou Eduardo.&nbsp
O grupo participa de competições internacionais e já conquistou títulos na Turquia (2017), Polônia (2021) e na Bulgária (2022). Em 2023, venceu o “Cheonan World Dance Festival” na Coréia do Sul, considerado o segundo maior evento de dança folclórica do mundo, tornando-se o primeiro grupo brasileiro a ganhar a competição. O Grupo apresentou espetáculos que ressaltaram a cultura popular brasileira, em especial o Siriri e o Boi Bumbá. Em 2018 o grupo saiu em turnê pela Europa, apresentando o espetáculo “Dançando o Brasil” para mais de 500 mil expectadores. Suas apresentações já passaram pela Itália, França, Peru e Paraguai.&nbsp
No projeto, o parlamentar ainda explicou sobre o que é um bem imaterial: é um bem cultural que não pode ser tocado, ou seja, que não pode ser percebido através do tato e não possui matéria, podendo ser citados como exemplos, práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes e modos de fazer celebrações formas de expressão cênicas, atividades musicais ou lúdicas em lugares como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas.&nbsp
“Inclusive, a Constituição Federal em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial”, reiterou pastor Eduardo. Vale destacar que o instrumento de Tombamento de Bens Imateriais é relativamente novo, foi instituído por Gilberto Gil quando Ministro da Cultura, e veio preencher uma lacuna importante no que se refere à preservação de bens culturais. O instrumento já foi usado com sucesso no tombamento de várias outras manifestações da cultura cuiabana e brasileira.
“Portanto, no sentido de reconhecer a importância para a cultura cuiabana, mato-grossense e brasileira é imprescindível que tombemos o Grupo Flor Ribeirinha como forma de assegurar seus valores históricos, culturais e sociais”, afirmou Eduardo Magalhães.
Stephanie Romero / Assessoria&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Troca de lâmpadas no bairro Centro América: Moradores agradecem indicação da vereadora Katiuscia Manteli
Propaganda

Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

Publicados

em

A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

Leia Também:  Reparos na Travessa Nhambiquara são finalizados e acesso é liberado

Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

Leia Também:  Presidente vistoria obra de reforma de ponte na comunidade Bandeira I

O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA