Cuiabá
Escola de Governo de MT encerra inscrições para oficina sobre transformações ambientais
Cuiabá
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, encerra nesta terça-feira (10.6) as inscrições para a oficina intitulada “Olhar Sistêmico para o Meio Ambiente”. O encontro acontecerá na manhã dia 13 de junho, presencialmente, na sede da Escola de Governo de Mato Grosso, localizada no Complexo Seplag.
A ação integra a campanha institucional “Servidores pelo Clima” e os interessados deverão se inscrever por este link.
A servidora pública estadual, Sirlei Theis, facilitará o encontro e destaca a importância de discutir as questões ambientais numa abordagem sistêmica que parte do individual para o coletivo.
“O curso propõe uma reflexão profunda sobre como nossas atitudes individuais influenciam o coletivo, revelando que a transformação ambiental começa na mudança da nossa consciência e forma de se relacionar com o mundo”, explica a facilitadora.
Os participantes que cumprirem os requisitos receberão certificado de 4 horas-aula.
Campanha
Em junho, a Escola de Governo proporcionará uma série de atividades relacionadas à agenda ambiental, debatendo consequências das emergências climáticas.
A campanha “Servidores pelo Clima” está ligada à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, incentivando a adoção de práticas sustentáveis no setor público.
*Com supervisão de Inácio de Paula
Fonte: Governo MT – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.