Mauro Mendes destacou que, desde o início da gestão, o Governo de Mato Grosso ja investiu mais de R$ 1,2 bilhão no município.
Governador cita investimento de R$ 1,2 bilhão e anuncia novas obras
Cidades

Reunião com pref. Rondonópolis Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O governador Mauro Mendes anunciou a realização de mais obras de infraestrutura que vão beneficiar a cidade de Rondonópolis e região.
O anúncio foi realizado na manhã desta segunda-feira (2.6), durante reunião com o prefeito Cláudio Ferreira, na sede da Prefeitura, ocasião na qual o gestor pediu auxílio do estado em diversas demandas.
“O prefeito pediu a duplicação do Rodoanel e esse projeto já está andando, pronto para ser contratado. Também já confirmamos que vamos fazer o “Trevão”, ali no entroncamento da BR-163, que já foi aprovado pela ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] e vamos licitar a obra ainda este ano”, adiantou.
Quanto ao pedido para a construção de novos viadutos na cidade, o governador garantiu que tomará todas as providências para que saia do papel.
“Eu peço para que me tragam os projetos, para termos noção do preço, do orçamento e dos detalhes técnicos. Tendo isso, a gente vai analisar e eu vou ter toda a boa vontade do mundo pra ajudar a nossa Rondonópolis. Sei da importância dessas obras, porque melhoram muito o trânsito e isso impacta na qualidade de vida de quem mora aqui”, pontuou.
Mauro Mendes destacou que, desde o início da gestão, o Governo de Mato Grosso ja investiu mais de R$ 1,2 bilhão no município. Exemplo disso é a obra de reforma e ampliação do Hospital Regional de Rondonópolis.
“Também liberamos dinheiro para construir o Hospital do Amor, um hospital dedicado a diagnóstico em uma parceria com o Hospital de Câncer de Barretos. O convênio já está em andamento para que seja feita essa construção”, citou.
De acordo com o governador, os investimentos ocorrem em todas as áreas, como Educação, Segurança e Infraestrutura.
“Esse ano vamos construir novas e modernas escolas em uma Rondonópolis, com o mesmo padrão das particulares. Nossa polícia está equipada, instalamos câmeras do Vigia Mais MT e entregamos as lâmpadas de LED para tornar a cidade mais segura. Asfaltamos os distritos Vetorasso, o Razzi, o bairro Sagrada Família. Fizemos a Avenida W11 e estamos ajudando o município com muitas outras obras”, registrou.
O prefeito Cláudio Ferreira agradeceu a parceria do governador para a realização das obras.
“O Governo tem feito o seu dever com grandes investimentos. É um ótimo exemplo de gestão e de eficiência. E além de tudo isso, viabilizou a ferrovia estadual, que vai impulsionar o setor do agro e a nossa região”, afirmou.
Além da agenda na Prefeitura, o governador também vistoriou as obras da ferrovia estadual, que foram viabilizadas pelo Governo e estão sendo realizadas pela empresa Rumo.
Na ocasião, foi entregue a Ponte do Rio Vermelho, com 460 metros.
Também participaram da viagem a Rondonópolis: a senadora Margareth Buzetti; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Carlos Avallone e Nininho; os prefeitos Miguel Vaz (Lucas do Rio Verde) e Alexandre Lopes (Campo Verde); os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Gilberto Figueiredo (Saúde) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo).
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
