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Polícia

Operação Concurso Unificado mobilizará cerca de 400 policiais em 8 regiões de Mato Grosso no próximo domingo

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Polícia

A ‘Operação Concurso Unificado’, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), empregará cerca de 400 policiais militares para a prova do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), o “Enem dos Concursos”, neste domingo (18.08).

O efetivo atuará na segurança dos candidatos nos locais de prova, na escolta dos exames e nos prédios onde estão sendo guardados os cadernos de questões.

O planejamento da operação, pela Polícia Militar e pela Secretaria-adjunta de Integração Operacional (Saiop) da Sesp, teve início há algumas semanas. O trabalho dos policiais começou pela escolta dos carros dos Correios, que levam as provas até as cidades e locais de aplicação.

Em Mato Grosso, o reforço policial prioriza 8 municípios estabelecidas como locais de provas. A lista é composta por Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alta Floresta, Cáceres, Barra do Garças, Tangará da Serra e Rondonópolis, de acordo com informações do Governo Federal.

“A PM está emprenhada há semanas em ações desse concurso. E nosso trabalho não termina logo após aplicação das provas. Também fazendo a escolta reversa, ou seja, ao término, garantimos a segurança no retorno dos malotes com as provas para as agências dos Correios”, destaca o subchefe de Estado Maior da PM, coronel José Nildo Oliveira.

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José Nildo lembra que a ‘Operação Concurso Unificado’ foi planejada no início de abril para ser executada na primeira semana de maio. Entretanto, a data das provas, que seria de 5 de maio, foi adiada em todo país em decorrência das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul que deixaram mortos e milhares de desabrigados.

“A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a segurança pública e a integridade dos processos que afetam a vida dos cidadãos. A transparência nas ações durante o concurso é de suma importância e todos os policiais envolvidos têm instruções claras para evitar qualquer contato direto com as provas, mantendo o foco na segurança e ordem públicas”, completa o subchefe de Estado Maior da instituição militar.

Fonte: PM MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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