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Polícia

Operação cumpre 24 mandados contra membros de organização criminosa investigados por homicídio

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Polícia

A Delegacia de Polícia de Araputanga deflagrou, nesta quarta-feira, (22.05), a Operação Verdugos para cumprir 24 ordens judiciais, sendo 09 de prisão preventiva, três de internação de adolescentes e 12 de busca e apreensão, contra membros de uma organização criminosa investigados por homicídio. As ordens foram cumpridas nas cidades de Araputanga, Mirassol D’Oeste e Cuiabá.

A investigação apontou que os investigados espancaram, até a morte, a vítima Walisson Wilker Rodrigues Borges, de 23 anos, no dia 09 de março deste ano, no bairro Cidade Alta, em Araputanga. Conforme a apuração da Polícia Civil, o crime foi cometido em razão de dívidas de drogas e de pequenos furtos, supostamente cometidos pela vítima.

De acordo com delegado responsável de Araputanga, Fabrício Garcia Henriques, o crime ocorreu em plena via pública, à luz do dia, enquanto a vítima era arrastada aos gritos pelas ruas, até o local onde foi morta, uma casa identificada como uma espécie de “Tribunal do Crime”, para onde os desafetos da facção eram levados para receberem punições. Na casa, a vítima foi executada e depois seu corpo foi jogado no Rio Bugres.
Entorpecentes apreendidos durante a operação

“Apesar da complexidade do caso, que envolve uma organização criminosa, desde o primeiro dia, as equipes de investigação estiveram em campo, logrando êxito na localização do corpo e na identificação de todos os coautores deste crime brutal. Foram angariados elementos robustos, suficientes para a decretação da prisão preventiva e internação dos suspeitos, como forma de preservar a ordem pública, a conveniência da investigação criminal e a aplicabilidade da lei penal”, destacou o delegado.

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A operação contou com a participação de mais de 50 policiais civis, com equipes das Delegacias de Araputanga, Porto Esperidião, São José dos Quatro Marcos, Mirassol d’Oeste, Rio Branco e de Cáceres (Municipal, Derf e Regional). Em Cuiabá, os mandados foram cumpridos por equipes da Polinter.

Verdugos se refere a pessoas que executam penas de morte e aplicam castigos corporais. É sinônimo de carrasco, algoz, tendo em vista o modus operandi dos suspeitos ao cometerem este crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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