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Operação mobiliza órgãos de segurança no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes em MT

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Começou nesta quinta-feira (02.05), em todo o País, a Operação Nacional “Caminhos Seguros”,  coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com objetivo de intensificar o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, especialmente em locais de vulnerabilidade para a prática do crime.

Serão realizadas ações de prevenção e repressão para fortalecer o enfrentamento aos delitos, além de sensibilizar e conscientizar a população para a importância da proteção à infância e adolescência.

Em Mato Grosso, a mobilização ocorrerá em todos os municípios do estado, com atividades orientativas, como palestras em escolas sobre o tema e informações sobre os direitos da criança e do adolescente, blitzes educativas, panfletagens, rodas de conversa e oficinas.

A Polícia Civil atuará por meio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis em conjunto com as delegacias especializadas e municipais, além do trabalho efetuado pelas seções, núcleos e salas especializadas das unidades policiais no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violações de direitos em Mato Grosso.

Haverá fiscalizações em pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, como rodovias, perímetro urbano, casas noturnas, bares, postos de combustíveis e locais estabelecidos pelas instituições envolvidas na operação.

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Serão feitas diligências para averiguar denúncias, realizar abordagens de veículos e de pessoas, cumprimentos de mandados judicias de prisões, buscas e apreensões domiciliares, entre outros trabalhos contra todas as violências sexuais.

A operação contará com apoio da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiro Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica, Conselhos Tutelares, Conselhos Comunitários de Segurança Pública, além de outras órgãos parceiros da campanha.

Conscientização

Em 2000, a Lei 9.970 instituiu 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data lembra a morte da menina Araceli Cabrera Crespo, que foi estuprada e morta em 18 de maio de 1973, no Espírito Santo.

A campanha “Maio Laranja” é uma inciativa que visa dar visibilidade ao assunto combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando os marcadores sociais como as relações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, classe social, local de moradia (rural ou urbana), condições econômicas e fatores geracionais são observados.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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