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Polícia Civil prende autor de disparos contra soldados do Exército dentro de boate em Cáceres

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O autor de diversos disparos de arma de fogo dentro de uma boate do município de Cáceres foi preso pela Polícia Civil, neste sábado (23.10), em Cuiabá após negociações realizadas pelo Núcleo de Inteligência Operacional da Gerência estadual de Polinter e Capturas

O suspeito de 23 anos foi identificado em investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Cáceres e teve o mandado de prisão decretado pela Primeira Vara Criminal do município pelo crime de tentativa de homicídio.

O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (14), quando o suspeito efetuou disparos em uma casa noturna tendo como alvo soldados do Exército em Cáceres. Duas vítimas foram encontradas caídas dentro da boate e outras duas deram entrada posteriormente na UPA, com ferimentos de arma de fogo.

Outras três pessoas apresentavam escoriações pelo corpo, proveniente dos vidros que foram quebrados durante a correria e fuga do local do fato.

Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Delegacia de Cáceres iniciou as investigações, conseguindo identificar o suspeito, que já fazia uso de tornozeleira eletrônica em decorrência de outros crimes praticados anteriormente.

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Com a ordem de prisão decretada pela Justiça, os policiais do Núcleo de Inteligência Operacional da Polinter iniciaram a negociação com o defensor do suspeito para que ele se entregasse.

Após dois dias de trabalho, o suspeito que estava se escondendo em uma região de mata na cidade de Diamantino se entregou em ação realizada no bairro Vila Aurora, região da Morada da Serra, em Cuiabá.

Os policiais da Polinter ficaram durante toda a manhã de sábado de campana até a chegada do suspeito com seu advogado. Após ter a ordem de prisão cumprida, suspeito foi encaminhado para Polinter para as providências cabíveis e em seguida, foi apresentado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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