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Polícia Civil prende autor de feminicídio de jovem assassinada em Guiratinga

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Policiais civis da Delegacia de Guiratinga prenderam na tarde desta segunda-feira (17.06), o autor do feminicídio da jovem Jhulia Glezia Souza Neres, morta na noite do último sábado, no sul do estado.

M.M.A., de 23 anos, foi localizado em Itiquira e preso com apoio da Delegacia da Polícia Civil do município. Ele estava a mais de 250 quilômetros da cidade onde cometeu o crime brutal contra a ex-namorada.

Jhulia, de 18 anos, foi morta em sua casa, na noite do sábado (15.06), no bairro Santa Cruz, em Guiratinga, com golpes de faca. Ela conversava com uma amiga, quando ele invadiu a casa, tomou os celulares das duas jovens e começou a enforcar Jhulia, que tentou correr, mas foi impedida pelo investigado, que estava com uma faca. Uma testemunha e amiga da vítima tentou segurar o suspeito, quando Jhulia pediu que ela corresse e procurasse a polícia.

A amiga da jovem conseguiu chamar ajuda, mas ao voltar à casa já encontrou o criminoso desferindo facadas contra a vítima e mesmo após ela cair, ele continuou golpeando-a e depois fugiu.

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A equipe de investigação da Delegacia de Guiratinga iniciou as diligências ainda na noite do crime. Nesta segunda-feira, com apoio dos policiais civis de Itiquira, a equipe policial conseguiu chegar ao paradeiro do criminoso e cumpriu o mandado de prisão, que foi expedido pelo juízo da Comarca de Guiratinga.

A Polícia Civil apurou que o autor do crime ecebeu apoio para fugir de Guiratinga e saiu da cidade seguindo em direção ao município de Alto Garças e depois foi para Itiquira, onde tem familiares.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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