Polícia
Polícia Civil prende homem por agredir e queimar roupas da ex-mulher em Sorriso
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Um homem que agrediu a ex-mulher em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (11.3), durante ação do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Crimes Sexuais Contra Mulher, Idoso, Adolescente e Criança.
O suspeito, de 28 anos, foi autuado pelos crimes de lesão corporal, ameaça, violência psicológica e dano qualificado com emprego de substância inflamável ou explosivo, no âmbito da lei de violência doméstica e familiar.
A vítima, de 21 anos, procurou a Polícia Civil informando que conviveu com o suspeito por cerca de sete anos e está separada há 15 dias. Porém, o ex-companheiro, ainda frequentava sua casa em algumas ocasiões.
A jovem relatou que no dia anterior, estava em um carro com um homem, próximo de sua residência, quando o suspeito chegou no local, invadiu o veículo e passou a agredir os dois com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo.
O agressor ameaçou de morte as duas vítimas e arremessou um tijolo contra o homem. A mulher desmaiou, devido às agressões, sendo socorrida por terceiros. Parte de suas roupas, que estavam na sua casa, foram queimadas pelo suspeito.
Diante dos fatos os policiais civis do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Crimes Sexuais contra Mulher, Idoso, Adolescente e Criança, coordenados pela delegada Jéssica Cristina de Assis, passaram a diligenciar para localizar e prender o suspeito, uma vez que ele continuava enviando mensagens para a ex-sogra e estava em poder do celular da vítima.
Após algum tempo de buscas, o suspeito foi encontrado na residência da vítima. O agressor foi preso e encaminhado para a Delegacia de Sorriso, onde foi interrogado e autuado em flagrante. Após a confecção dos autos foi colocado à disposição da Justiça.
Conforme a delegada Jéssica Cristina de Assis, além das agressões físicas, que configuram lesão corporal, o investigado persegue incessantemente a vítima e atormenta a ex-sogra com mensagens, o que agrava sua conduta.
“Com a atitude do preso, de total desrespeito pela integridade da vítima e revelando um padrão de violência psicológica, foi representado pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com base na periculosidade do investigado que demonstrou um comportamento agressivo e reiterado em relação à vítima”, disse a delegada.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
