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Polícia Civil prende integrantes de facção e resgata vítima que seria executada por grupo criminoso
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A ação resultou no resgate de uma mulher que seria assassinada por membros de uma facção criminosa atuante no município. Três criminosos foram presos pelos crimes sequestro, tentativa de homicídio (contra a vítima e contra os policiais) e organização criminosa. Uma quarta pessoa, marido da vítima, também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
A operação integra os trabalhos da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso para o combate à atuação de facções criminosas em todo estado. ![]()
As diligências iniciaram logo que a equipe de policiais da Delegacia de Tangará da Serra recebeu a denúncia de que a vítima havia sido sequestrada e levada para uma lavoura de milho, próximo ao bairro Alto da Boa Vista.
De posse das informações de inteligência, os investigadores iniciaram as diligências, chegando direto ao local onde estavam membros da facção criminosa, e encontrando a vítima sob a mira de armas de fogo. A vítima estava ajoelhada no chão, rodeada por homens, minutos antes de ser executada.
Ao perceber a chegada da equipe da Polícia Civil, os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra os policiais, que revidaram a injusta agressão, dando início a uma troca de tiros. Diante da situação, os suspeitos fugiram a pé por uma lavoura de milho, abandonando a vítima e dois veículos (VW Polo hatch prata e VW Polo sedan preto) que utilizavam.![]()
Em continuidade às diligências, os investigadores adentraram o milharal e conseguiram capturar um dos criminosos e apreender um revólver, calibre 38, com cinco munições, utilizado na ação criminosa. Alguns metros à frente, policiais militares encontraram mais um dos envolvidos, que estava ferido na perna, em razão do confronto com os policiais.
Ainda durante as buscas pelos suspeitos, foram levantadas novas informações pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Tangará da Serra, que resultou na prisão do terceiro criminoso que já estava em casa. Com ele, os policiais apreenderam grande quantidade de droga embalada para venda.
Com o prosseguimento das investigações, a equipe da Polícia Civil seguiu para a casa da vítima, onde foram apreendidas 218 porções de cocaína, resultando na prisão em flagrante do esposo da vítima, que também estava com mandado de prisão em aberto.![]()
Todos os suspeitos, sendo três criminosos envolvidos no sequestro, tentativa de homicídio e organização criminosa da mulher e o esposo da vítima, flagrado em situação de tráfico de drogas, foram conduzidos à Delegacia de Tangará da Serra, onde após serem interrogados pelo delegado Igor Sasaki, foram autuados em flagrante pelos crimes praticados.
O delegado representou pela prisão preventiva dos suspeitos, além da extração de dados de aparelho celular e notebook e pelo sequestro de valores dos suspeitos de praticarem os crimes. “Foi uma ação rápida e eficiente da Polícia Civil, que não só impediu mais um homicídio, resgatando a vítima, no momento em que seria executada, como também prendeu em flagrante os criminosos envolvidos no bárbaro crime que seria praticado”, disse o delegado.
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Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
