Polícia
Polícia Civil prende superior hierárquico por importunação sexual de funcionárias em mineradora de água
Polícia
Diversas funcionárias relataram ter sido importunadas sexualmente pelo suspeito, sendo até criado um grupo de WhatsApp formado pelas vítimas para relatar os abusos. Com a prisão do investigado, a delegada responsável pelo caso, Anna Marien acredita que novas vítimas devem procurar a Polícia para denunciar os abusos.
As investigações iniciaram após uma das vítimas de 23 anos procurar a delegacia relatando que trabalha há dois anos na empresa, como operadora de máquinas, e que estava em serviço, quando o suspeito, seu superior hierárquico, passou por trás dela encostando o órgão genial em suas costas e nádegas, por diversas vezes.
As informações passadas pela vítima foram confirmadas por meio de imagens de câmeras de segurança da empresa.
A vítima relatou que não era a primeira vez que a situação ocorria e que tinha conhecimento de que o suspeito assediava outras vítimas dentro da empresa, de diversas formas, como massageando o órgão genital durante conversas e se esfregando nelas.
Além dos assédios físicos, o suspeito também abordava as vítimas com frases com conotação pornográfica, ocasião em que utilizava de máscaras ou colocava a mão em frente a boca, para disfarçar o assédio verbal.
Diante das informações, os policiais da Delegacia de Jaciara saíram em diligências conseguindo realizar a prisão em flagrante do suspeito em sua residência. Após a prisão, outras vítimas compareceram à delegacia para denunciar o investigado. “Até o momento cinco vítimas já procuraram a delegacia, uma delas menor de idade, porém acreditamos que muitas outras mulheres sofreram com os assédios praticados pelo investigado”, disse a delegada Anna Marien.
Ainda segundo as denuncias, o suspeito trabalha na empresa há 13 anos e sempre durante as reuniões falava sobre respeito e união entre funcionários, se mostrando muito religioso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
