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Polícia Civil reuni cerca de 200 servidores para debater sobre saúde mental
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Cerca de 200 servidores da Polícia Civil de Mato Grosso participaram do “Primeiro Encontro de Saúde Mental: Cuidando das Emoções”, promovido pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas, por meio da Gerência de Aplicação de Desenvolvimento Saúde e Segurança.
O evento realizado na tarde de quinta-feira (19.09), no auditório da Acadepol, reuniu policiais civis de várias delegacias de Cuiabá e Várzea Grande. Também participaram de forma on-line servidores do interior do Estado.
O encontro proporcionou momentos de aprendizagem e reflexão sobre temas relevantes para o cuidado da saúde mental, visando à promoção, prevenção e proteção à vida.
Na ocasião, a coordenadora de Gestão de Pessoas, delegada Luciani Barros Pereira Lima, lembrou que o servidor fica tão envolvido com a trabalho ou outros assuntos, que acaba esquecendo de observar a sua saúde física e mental, o que é um fator preocupante em razão da atividade relativa a profissão que lida diariamente com situações de risco e estresse.
“Muitas vezes ignoramos os sinais que o nosso corpo fala e demonstra. A Coordenadoria de Gestão de Pessoas tem trabalhado nesse sentido de orientar, ajudar e acolher o nosso servidor, visando que ele desperte para os cuidados com a saúde e busque sempre o seu bem-estar”, completou a delegada Luciani Barros.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, destacou os projetos relevantes que estão sendo desenvolvidos pela Gestão de Pessoas e que atendem o anseio da Diretoria, uma vez que o maior e principal patrimônio da instituição é o servidor.
“Somos servidores que passamos mais de 30 anos trabalhando em delegacia, vivenciamos momentos de tensão, violência e muitas vezes de solidão, longe da família e amigos. Então, nosso principal objetivo é a valorização do policial civil. Cuidar e tratar da saúde mental de cada profissional é indispensável para que a instituição tenha grandes resultados”, disse a delegada-geral Daniela Maidel.
Abrindo o ciclo de palestras, o médico psiquiatra Rodrigo de Jesus abordou sobre o risco do suicídio, como identificar, agir e prevenir, bem como destacou pontos e fatores de proteção importantes na vida da pessoa.
Já o educador físico Leonardo Jacob abordou sobre os aspectos positivos da atividade física para a saúde mental, que traz benefícios como a redução do estresse, ansiedade e sintomas depressivos.
“Praticar esporte para manter a saúde física aumenta a qualidade do sono, melhora o humor, além de prevenir doenças crônicas como, por exemplo, a pressão alta e diabetes”, pontuou Leonardo Jacob.
Para finalizar, o gerente de Operações Especiais da Polícia Civil, delegado Frederico Murta, falou sobre os desafios contemporâneos da atividade policial e seus reflexos. O delegado da GOE contextualizou acerca das dificuldades enfrentadas nos dias atuais, diante dos desafios que a polícia enfrenta nos cenários social e político.
“Estamos trabalhando uma temática sensível que envolve a importância dos cuidados que nos policiais devemos ter de olhar para sim, prestar atenção nos sinais, buscar sempre uma forma de manter a saúde física e mental para continuarmos firme nesse combate diário”, finalizou Frederico Murta.
Setembro Amarelo
É uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
