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Iniciativa integra o Agosto Lilás e presta homenagem às 14 mulheres que já exerceram mandato no Legislativo de Rondonópolis, reforçando a importância da representatividade feminina na política.

Câmara Municipal inaugura Galeria de Vereadoras e resgata história da participação feminina

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Curiosidades

Em um gesto de valorização da trajetória política das mulheres em Rondonópolis, a Câmara Municipal inaugurou, nesta quarta-feira (20), a Galeria de Vereadoras, instalada no saguão da Casa de Leis. A iniciativa faz parte da programação do Agosto Lilás e tem como objetivo preservar a memória e dar visibilidade à contribuição feminina no Legislativo Municipal.

Durante a solenidade, marcada por emoção e reconhecimento, o presidente da Câmara, Paulo Schuh, destacou a relevância do momento.
“Estamos inaugurando a galeria das mulheres, das vereadoras que passaram por esta Casa de Leis. Hoje contamos com quatro vereadoras em exercício. É importante prestigiar e honrar aquelas que contribuíram para o desenvolvimento de Rondonópolis e ajudaram a construir a cidade pujante que temos hoje”, afirmou.

Representatividade atual

Atualmente, o parlamento municipal conta com quatro vereadoras em exercício: Dra. Luciana Horta, Elienai Paulino, Kalynka Meirelles e Mariuva da Saúde. Ex-parlamentares e familiares também marcaram presença na cerimônia, como a ex-vereadora Amélia Stefanini e Sérgio Dueti, sobrinho da ex-vereadora Arolda Dueti.

A vereadora Kalynka Meirelles destacou a importância de registrar a trajetória das mulheres que ocuparam cadeiras no Legislativo.
“Já tivemos 14 vereadoras na história da Câmara, sendo apenas uma mulher presidente. É fundamental valorizar essa caminhada, até mesmo para incentivar outras mulheres a se engajarem na política,” disse.

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Em seu terceiro mandato, a vereadora Mariuva Valentim ressaltou o caráter simbólico do espaço.
“Quero dizer às mulheres de Rondonópolis que este espaço está aberto e fará a diferença. Atualmente somos quatro vereadoras, e me sinto muito honrada em representá-las”, afirmou.

A vereadora Dra. Luciana Horta lembrou das múltiplas funções desempenhadas pelas mulheres que atuam na política.
“Essa é uma forma de homenagear as vereadoras que enfrentam a luta diária. Somos donas de casa, mães, esposas, trabalhamos e ainda exercemos o mandato. É uma batalha constante em prol da população. As mulheres precisam, cada vez mais, ocupar a política, porque temos outro ponto de vista. Ainda acho que somos poucas,” ressaltou.

Já a vereadora Elienai Paulino reforçou a ideia de que a presença feminina soma forças no trabalho político.
“Aqui entendemos e vemos o quanto a mulher tem galgado espaço na sociedade. Não estamos aqui para destituir o lugar do homem, mas para construir em conjunto políticas que irão beneficiar de maneira diferente a nossa comunidade,” afirmou.

Uma galeria de histórias

A Galeria de Vereadoras reúne os retratos das 14 mulheres que, ao longo das décadas, deixaram suas marcas no Legislativo de Rondonópolis:

  • Elza de Oliveira (1963-1966)

  • Arolda Dueti Silva (1965-1965)

  • Maria Niuza de Lima Faria (1977-1982 | 1983-1988)

  • Amélia Augusta Stefanini Bautista (1983-1988)

  • Jildeth Brito de Farias (1990-1990 | 1991-1991)

  • Luciene Soares de Lima (1993-1996 | 1997-2000)

  • Rosidalva Rodrigues de Souza (1999-1999)

  • Vilma Moreira dos Santos Oliveira (2005-2007)

  • Mariuva Valentim (2005-2008 | 2009-2010 | 2025-2028)

  • Marildes Ferreira (2021-2024)

  • Kalynka Meirelles (2021-2024 | 2025-2028)

  • Dra. Luciana Horta (2024-2028)

  • Elienai Paulino (2025-2025)

  • Marlene Silva de Oliveira Santos (1989-1992) – única mulher a presidir a Câmara, no biênio 1989-1990.

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Memória e futuro

Mais do que um espaço físico, a galeria é um convite à reflexão sobre os desafios e conquistas femininas na política local. Cada retrato revela uma história de luta, coragem e dedicação à cidade. Ao reconhecer essas trajetórias, a Câmara Municipal reafirma que a presença das mulheres no Legislativo é fundamental para a construção de uma Rondonópolis mais diversa, democrática e representativa.

fotos: Cristóvão Alves Web Tv

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Cidades

No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção

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O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.

 

Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.

 

Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.

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Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.

 

Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.

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Os três tipos de Escoliose:

 

Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.

 

Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.

 

Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.

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