Saúde com acolhimento e organização
Multiação leva saúde, cidadania e diversão ao bairro Cidade de Deus, em Rondonópolis
Curiosidades
Neste sábado (7), o bairro Cidade de Deus, em Rondonópolis, será palco de mais uma edição do Multiação — um projeto social que faz a diferença na vida de milhares de pessoas, levando gratuitamente serviços de saúde, cidadania, educação, bem-estar e lazer para quem mais precisa.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC) e o Sesi MT, com o apoio de diversas instituições públicas e privadas. A proposta é simples, mas poderosa: reunir tudo em um só lugar para facilitar o acesso da população a serviços essenciais — com acolhimento, cuidado e atenção.
Além disso, o projeto conta com o suporte da Casa da Indústria de Rondonópolis, que reúne sindicatos importantes da região, como o Siar Sul MT, Sindimec Sul MT e Sinduscon Sul MT.
Saúde com acolhimento e organização
Os atendimentos médicos começarão às 8h, mas as senhas serão distribuídas a partir das 7h. Ao todo, mais de 580 senhas serão entregues para consultas e exames, e a organização reforça: não é necessário chegar de madrugada — todos serão atendidos por ordem de chegada, com tranquilidade e segurança.
Entre os serviços de saúde oferecidos estão consultas com clínico geral, ginecologista, pediatra, cardiologista, neurologista, infectologista, oncologista e urologista, além de exames como papanicolau, PSA, e testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites. Haverá também atendimento odontológico.
Muito além da saúde
O evento vai além dos cuidados médicos. Serão oferecidos serviços de cidadania, como orientação jurídica, emissão de documentos, apoio para formalização do MEI e até corte de cabelo gratuito. Para as crianças, espaços de lazer e atividades recreativas garantem diversão durante todo o dia.
“Nosso objetivo com o Multiação é aproximar os serviços essenciais da população, especialmente das comunidades mais afastadas. É um mutirão de solidariedade e cidadania, onde cada parceiro contribui com o que tem de melhor para impactar positivamente a vida das pessoas”, afirma Ulisses Serotini, diretor da RMC.
Já para Alexandre Serafim, superintendente regional do Sesi MT, o projeto é um reflexo do compromisso social da instituição: “Essa é uma ação que integra saúde, lazer, cidadania e desenvolvimento humano. Ver o envolvimento da comunidade e dos parceiros só mostra o quanto esse projeto é transformador”.
Quem torna tudo isso possível
O Multiação conta com o apoio de dezenas de parceiros, entre eles:
Associação Mato-grossense de Oftalmologia, Amigo Internet, Anhanguera, Café Brasileiro, Caixa Econômica Federal, Centro de Patologia e Citologia Aburad Diagnóstico, Cedirlab, Inovacor, Energisa, Herbárica Rondonópolis, Instituto Euvaldo Lodi, INSS, Oncovitta, OAB/MT, Puríssima, Refrigerantes Marajá, Rei Alimentos, Sebrae, Senai, Sesi, Senac, Uniodonto, Univag, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e Xaolin Hospital Veterinário.
Se você mora na região, aproveite esta oportunidade. Leve sua família, participe, e cuide de sua saúde e da sua cidadania. O Multiação é para você!
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
