Search
Close this search box.

Encontro no MPMT vai reunir sociedade, governo e usuários da água para construir, de forma coletiva, o Plano de Bacia do Rio São Lourenço, que traçará metas para os próximos 20 anos.

Oficinas vão discutir futuro da água na Bacia do Rio São Lourenço

Publicados

Cidades

Na sessão desta quarta-feira (24), na Câmara Municipal de Rondonópolis, a presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, Milly Cardinal, fez um convite importante: a participação da população nas Oficinas de Diagnóstico, que acontecem na próxima terça-feira (29), no auditório do Ministério Público Estadual (MPMT).

O encontro faz parte da construção do Plano de Recursos Hídricos, um instrumento que vai nortear, pelos próximos 20 anos, o uso sustentável da água na região.

De forma didática, Milly explicou o papel do Comitê. O colegiado reúne representantes do poder público, de entidades da sociedade civil — como associações e ONGs — e também usuários da água, como irrigadores e hidrelétricas. É nesse espaço plural que se discutem projetos, ações e até conflitos ligados ao uso dos recursos hídricos.

“Estamos em um momento crucial. O Plano de Bacia do Rio São Lourenço vai nos dar um retrato completo da situação da água, tanto em quantidade quanto em qualidade. A partir desse diagnóstico, serão definidas metas e ações para garantir a sustentabilidade hídrica nas próximas duas décadas”, destacou a presidente.

Leia Também:  Política: PT Júnior Mendonça destaca os avanços do Partido em prol das minoria

Mais do que um levantamento técnico, o processo é também um espaço de diálogo e participação social. O Comitê busca aproximar poder público e sociedade, abrindo caminhos para decisões coletivas e para a mediação de conflitos.

As inscrições para as Oficinas já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.prh-p5.com.br.

Propaganda

Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

Publicados

em

Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

Leia Também:  Morre Neneca ex goleiro do União

Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

Leia Também:  Após anos de espera, viaduto do Trevão finalmente sai do papel em Rondonópolis

Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA