Rondonópolis
Paulo José se reúne com o prefeito eleito Cláudio Ferreira e dá início aos trabalhos de transição de governo
Rondonópolis
Aconteceu na manhã desta segunda-feira (28), na sala de reuniões do Palácio da Cidadania da Prefeitura Municipal de Rondonópolis, a primeira reunião de trabalho entre as equipes de transição da atual gestão, capitaneada por Paulo José, diretor do Sanear, e o prefeito eleito, Cláudio Ferreira que toma posse em 1º de janeiro de 2025.

Paulo José iniciou a reunião parabenizando Cláudio Ferreira pela eleição, dando as boas vindas ao prefeito e sua equipe de transição.
Paulo externou a vontade do prefeito José Carlos do Pátio em que se faça uma transição tranquila e colaborativa, para que a futura gestão possa se inteirar de toda a situação contábil e fiscal da prefeitura, e seus projetos em curso, para que possa imprimir sua marca de trabalho a partir de 1º de Janeiro.
Uma das preocupações de pátio, é garantir uma transição tranquila e que garanta a continuidade dos serviços essenciais oferecidos pela prefeitura.
Por sua vez, Cláudio Ferreira chegou com um discurso pacificador e de respeito, externando que espera uma transição tranquila, e que vai primar por uma gestão participativa, moderna, sem perseguições ou caça às bruxas e menos intervencionista possível, com um governo liberal que vai dialogar e recepcionar o setor produtivo e todos os segmentos da sociedade bem como, todas as forças produtivas da cidade.

Cláudio ainda reafirmou seu compromisso quanto às promessas de campanha, e que pretende fazer um governo moderno, digital para facilitar a vida dos cidadãos rondonopolitanos, otimizando os seus recursos.
Ele ainda falou sobre seu compromisso com a melhoria na saúde e educação, onde vai buscar oferecer um serviço de qualidade que possa formar um capital humano diferenciado que seja capaz de lutar pela sua felicidade.
A equipe do futuro prefeito liderada por Michael Thiago entregou ao presidente da comissão de transição da prefeitura, 10 oficios solicitado informações a respeito de pastas importantes da atual gestão.

Paulo José as recebeu e propôs um esquema de trabalho entre as comissões que vão se reunir toda segunda-feira a partir das 8h na sala de reuniões da prefeitura, onde serão entregues os ofícios com as novas solicitações, bem como apresentadas as respectivas respostas das indagações anteriores, bem como vão discutir as ações conjuntas.
Cláudio Ferreira apresentou os integrantes da sua equipe de transição, que será composta por pessoas da sua confiança como, Michael Thiago que vai presidir a equipe, José Balbino; Gilson; Caio Júnior, Tânia Balbinoti, Lucas Vaz; Thales; Dr Valdice (advogado), o engenheiro Thales e a futura secretária de Ação Social, Alessandra Ferreira esposa de Cláudio.
Da parte da prefeitura, a equipe de transição terá Paulo José como presidente, e será composta pelos secretários de: Finanças, Rodrigo Silveira; de Planejamento Rafael Mandrácio; de Infraestrutura, Dhyogo Parreira; de Educação Mara Gleibe; de Saúde, Ione Rodrigues; de Administração Leandro Arduini e o controlador Epifânio Coelho.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
