A primeira a receber o cartão, simbolicamente, foi a enfermeira Érica de Oliveira, coordenadora da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Jardim Gramado.
Prefeito entrega cartões corporativos para coordenadores das unidades de saúde de Rondonópolis
Rondonópolis

A coordenadora da ESF Caic, Érica de Oliveira, recebeu simbolicamente o primeiro cartão corporativo | Ednilson Aguiar – Gcom
Em uma iniciativa que promete agilizar o atendimento e a manutenção das unidades básicas de saúde (UBSs) de Rondonópolis, a Prefeitura iniciou nesta terça-feira (03) a entrega de cartões corporativos destinados aos coordenadores das UBSs. A ação visa dar mais autonomia aos profissionais para resolver questões imediatas relacionadas à manutenção, pequenos reparos e aquisição de materiais utilizados em projetos voltados aos pacientes.
A primeira a receber o cartão, simbolicamente, foi a enfermeira Érica de Oliveira, coordenadora da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Jardim Gramado. O cartão foi entregue diretamente pelo prefeito Cláudio Ferreira, em cerimônia realizada com a presença do vice-prefeito Dr. Altemar Lopes e do secretário municipal de Saúde interino, Mykaell Vitorino.
Cada cartão vem com um crédito inicial de R$ 1.564,19, valor que poderá ser utilizado conforme as necessidades específicas de cada unidade.
Para Érica, a medida representa um avanço importante na gestão das unidades. “O cartão vai facilitar muito alguns processos que antes esbarravam na burocracia. Agora teremos mais autonomia para lidar com situações do dia a dia, como pequenos consertos, sem precisar encaminhar tudo à chefia. Isso nos permite agir mais rápido e com mais eficiência”, afirmou.
O prefeito Cláudio Ferreira destacou que a iniciativa faz parte de um projeto piloto da atual administração e tem como objetivo fortalecer o papel das UBSs no atendimento à população. “Eu acredito nas unidades básicas de saúde, eu acredito no SUS. E, com esse cartão, estou entregando também a minha confiança em cada um de vocês. Quero que tenham as condições necessárias para manter as unidades funcionando com qualidade e dignidade”, declarou.

A coordenadora da ESF Caic, Érica de Oliveira, recebeu simbolicamente o primeiro cartão corporativo | Ednilson Aguiar – Gcom
Durante a solenidade, o prefeito fez um apelo aos coordenadores para que cuidem das estruturas físicas das unidades. “Não deixem telhados quebrados, forros danificados, fechaduras com defeito ou vidros trincados. Mantenham tudo limpo e em boas condições de uso”, reforçou.
Já o enfermeiro Paulo Bastos, coordenador da ESF Bom Pastor, vê no cartão uma ferramenta para acelerar a conservação preventiva das unidades. “Ter esse recurso vai nos permitir realizar pequenos reparos de forma rápida, tanto na parte elétrica e hidráulica quanto em salas específicas como as de vacina. Também vamos poder investir em materiais para atividades com crianças, gestantes e idosos”, explicou.
O secretário interino de Saúde, Mykaell Vitorino, ressaltou que a proposta do cartão corporativo é justamente descentralizar os recursos e dar mais autonomia aos gestores das unidades. Ele adiantou que, embora acumule dois cargos na gestão municipal, pretende dedicar cerca de 85% do seu tempo à atenção básica da saúde, priorizando ações que impactem diretamente na qualidade do atendimento à população.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
