Rondonópolis
Prefeito inaugura primeira creche de período integral no bairro Pedra 90
Rondonópolis
O prefeito José Carlos do Pátio inaugurou na sexta-feira (12) a primeira creche de período integral do município, que recebeu o nome de Natália Junqueira Botelho de Azevedo.
Localizada no bairro Pedra 90 e com capacidade para atender 240 crianças distribuídas em 10 turmas, a nova creche atenderá não apenas às necessidades das famílias, mas também contribuirá para o desenvolvimento e bem-estar das crianças.
Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito ressaltou a importância desse investimento na educação desde os primeiros anos de vida. “Estamos proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento integral das crianças, garantindo um futuro promissor para nossa comunidade”, afirmou Pátio.

A secretária de Educação, Tatiane Vieira Matos, ressaltou que a nova creche foi projetada para oferecer um ambiente de aprendizado completo e diversificado, com salas de aula modernas, áreas de recreação e recursos didáticos de última geração, visando o desenvolvimento integral das crianças.
Com horário de funcionamento estendido, das 7h às 17h, a creche oferece uma solução essencial para muitas famílias, permitindo que os pais conciliem trabalho e cuidados com os filhos. Esse é o caso da Beatriz Teixeira, mãe de cinco filhos, que expressou sua gratidão pela nova creche: “Agora vou poder trabalhar e dar algo melhor para meus filhos. Essa creche vai ajudar muitas mães”, afirmou.

Além da creche, a prefeitura também está construindo uma escola municipal de período integral no bairro Pedra 90, cujas obras já estão com aproximadamente 70% dos serviços concluídos. A previsão é que essa nova escola seja entregue dentro de 60 a 70 dias, ampliando ainda mais as opções de educação de qualidade na região.
A inauguração contou com a presença da comunidade, vereadores, do presidente da câmara Junior Mendonça, do presidente do Sanear, Paulo José Correia, e secretários municipais.

Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
