Rondonópolis
Sanear Inicia projeto de modernização com foco em Gestão Ágil
Rondonópolis
O Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear) deu início a um ambicioso projeto de modernização de sua gestão, incorporando ferramentas e técnicas de Gestão Ágil. Este projeto visa aprimorar o planejamento, a execução e a aferição dos resultados das ações desenvolvidas pela autarquia.
Com três objetivos principais, o projeto busca: preparar a atualização e sistematização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), criar e instituir um regulamento geral de atuação, e estabelecer regras de procedimentos para todos os setores do Sanear – Operacional, Técnico, Administrativo, Financeiro, Jurídico e Comunicação.
Diretores e representantes de diversos setores estão participando de um treinamento intensivo e vão conduzir o projeto sob a supervisão da consultora Dóris Garisto Lins. Com mais de 35 anos de experiência, Dóris já atuou como consultora do Governo Federal e em projetos semelhantes em municípios de Minas Gerais, Maranhão e São Paulo. Ela destaca que “a Gestão Ágil é utilizada nas maiores empresas do mundo, ajudando a reduzir falhas, melhorar a produtividade e permitir uma gestão capaz de se antecipar e reagir às mudanças com mais eficiência”.
Antonieta Garcete de Almeida, diretora administrativa-financeira do Sanear, afirmou que as mudanças serão definidas e implementadas ao longo de 12 meses. “Vamos identificar os gargalos e preparar a equipe para os novos procedimentos. Queremos atender o cidadão cada vez melhor, com rapidez e economia”, ressaltou.
As mudanças internas serão introduzidas por atos administrativos, enquanto as alterações no PMSB passarão por audiências públicas e serão encaminhadas à Câmara Municipal para análise e deliberação final.
Hermes Ávila, Diretor-Geral do Sanear, sublinhou a importância da iniciativa. “Esta é uma das mais importantes mudanças implementadas pela autarquia nos últimos anos. Precisamos estar sempre atentos à gestão, verificando o que há de melhor no país e no mundo e trazendo estas inovações para o Sanear”, afirmou. Ele também enfatizou a importância da participação dos colaboradores para consolidar o Sanear como principal agente no desenvolvimento do município.
O Sanear universalizou os serviços de água tratada, esgoto e coleta de resíduos e hoje é referência nacional em saneamento básico. A autarquia atua em todos os bairros da cidade e em várias comunidades rurais.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
