Agronegócio
1° Noite de Rodeio da 49° Exposul ao vivo pelo YouTube
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Foto Sindicato Rural
A espera acabou para os amantes e fãs do esporte que apresenta mais adrenalina e emoção no país, a quarta noite da 49ª Exposul apresenta na Arena João Potero, no Parque de exposições Wilmar Peres de Farias, o rodeio e a prova dos três tambores. As duas competições contarão com o que há de mais qualificado no quadro de peões, amazonas e companhia de touros.
A disputa acirrada das montarias em touros está garantida pela presença confirmada de 20 competidores da Associação de Competidores de Rodeio (ACR), além dos mais duros peões da região, que irão em busca de 50 mil em premiações. O diretor do rodeio da Exposul, Beto Torremocha, convida a todos para prestigiar na Arena uma competição que promete ser uma das melhores dos últimos anos “O rodeio é uma atração à parte da Exposul, o público terá 30 montarias por noite com a finalíssima no sábado (12). A organização está trabalhando para levar o melhor entretenimento para aqueles que são apaixonados pelo rodeio”, disse.
As atrações dentro da Arena João Potero não ficam apenas nas disputas entre peões e touros nos oitos segundos, o público exigente da “Rodeiópolis” terá as locuções qualificadas de Claudinei Matias e Francioli Silva, e após cada montaria os comentários técnicos do renomado Esnar Ribeiro.
As notas das montarias ficaram a cargo do trio de juízes, Ademilson Rodrigues, Fernando Feitosa e Leonardo Camargo. Já os anjos da guarda dos peões escalados para o rodeio da 49ª Exposul são os salva-vidas Bauru, Capivara e o Fumaça.
Outra grande atração da 49ª Exposul será a plástica e acirrada prova dos três tambores, que será realizada no período do rodeio. Com a expectativa de 70 participantes, nas categorias feminina e mirim até 11 anos, que irão em busca de mais de 30 mil reais em premiação.
A organização da prova dos três tambores preparou uma estrutura de camping para as competidoras e suas equipes, além da contratação do locutor Daniel Neto, atualmente considerado o melhor do Brasil. A prova será regida pelo sistema de gerenciamento de provas de tambor e baliza, mais conhecido no meio como SGP, a organização também fará uma homenagem às competidoras que nas semifinais e finais utilizarão uniformes estilizados do evento.
Após as competições de rodeio e da prova dos três tambores, o público terá o show do cantor Murilo Huff, com muita moda boa e que promete agitar a galera.
A 49º Exposul tem como apoiadores a Prefeitura Municipal de Rondonópolis, Câmara Municipal de Rondonópolis, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) e Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat).
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Agronegócio
Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.