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Rondonópolis

Saúde e Educação se mobilizam para imunizar todas as crianças, pais precisam autorizar

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Rondonópolis

Uma ação conjunta das Secretarias Municipais de Saúde e Educação pretende imunizar todas as crianças que estão matriculadas nas creches e escolas da rede municipal de ensino contra o vírus Influenza causador da gripe. Os profissionais da saúde vão fazer a aplicação das doses nos dias 16 e 17, quinta e sexta-feira, em todas as unidades de educação.

O público-alvo dessa ação são crianças de seis meses até os seis anos de vida, conforme informou a superintende de Vigilância em Saúde do município, Vânia Scapini. Ela ressalta a importância das crianças estarem vacinadas, principalmente por estarem em contato frequente com outras crianças, exatamente nas creches e escolas ficando vulnerável para receber os vírus.

É imprescindível que os pais levem a caderneta nos dias da vacinação que serão somente nesta quinta e sexta-feira, 16 e 17 de maio.

Esse esforço do município em imunizar as crianças da rede municipal atende uma notificação recomendatória do Ministério Público Estadual, expedida pela promotora Joana Maria Bortoni Ninis, da Promotoria da Cidadania de Rondonópolis que solicita o aumento da cobertura vacinal, sob pena da família perder benefícios de programas assistenciais.

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Marli Sales da Silva, superintendente de ensino do município informou que todas as unidades estarão preparadas para fazer a vacinação das crianças e conclamou que os pais lembrem que mandar a autorização assinada para que seus filhos possam receber a vacina contra a gripe. As unidades estão encarregadas de enviar a autorização impressa para os pais assinarem liberando os filhos para receber o imunizante.

Além de reforçar a imunidade das crianças contra as síndromes respiratórias, essa ação contribui também com a redução dos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil, o PAzinho, que tem tido ondas de grandes fluxos de atendimentos principalmente por conta de gripes com sintomas mais fortes.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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