Durante a 51ª edição da feira, a Universidade do Estado de Mato Grosso promoveu uma roda de conversa com o coordenador do Procon de Rondonópolis. A atividade integrou o projeto “Unemat na Comunidade” e destacou a importância da informação e da educação como ferramentas para fortalecer a cidadania e proteger o consumidor. A entrevista foi gravada em formato de podcast e será disponibilizada nas plataformas digitais da Unemat.
Unemat na Comunidade leva cidadania e direitos do consumidor ao centro da Exposul 2025
Curiosidades
Durante a programação da 51ª Exposul, um dos maiores eventos agropecuários e econômicos do Centro-Oeste brasileiro, um espaço especial foi reservado para o fortalecimento da cidadania e da informação. A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por meio do projeto “Unemat na Comunidade”, recebeu o coordenador do Procon de Rondonópolis, Dr. Rubisson Guimarães, para uma roda de conversa gravada em formato de podcast, aberta ao público no youtube (Gedifiunemat) e realizada diretamente no estande da instituição, dentro do Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias.
O episódio abordou temas centrais que impactam o dia a dia da população, como os direitos do consumidor, os golpes mais comuns aplicados em idosos e pessoas vulneráveis, e o papel ativo do Procon na orientação e defesa dos cidadãos. Em um tom didático e próximo da realidade das pessoas, Dr. Rubisson falou sobre a importância do conhecimento para evitar prejuízos e situações de abuso, principalmente em tempos de avanço tecnológico e aumento dos crimes virtuais.
Além disso, a conversa destacou que muitos consumidores desconhecem seus direitos básicos garantidos por lei, o que contribui para práticas abusivas por parte de empresas e instituições financeiras. “A informação é o nosso principal escudo contra os abusos. Quando a população conhece seus direitos, ela se posiciona melhor, questiona, denuncia e exige respeito”, afirmou o coordenador.
Outro ponto abordado foi o trabalho de educação para o consumo desenvolvido em parceria com escolas, universidades e órgãos públicos. Segundo Rubisson, é fundamental que o Procon vá além da fiscalização e se estabeleça como um órgão que dialoga com a sociedade, formando cidadãos mais críticos e conscientes.
A participação do Procon na Exposul por meio da Unemat reforça a importância da integração entre ensino, extensão e serviço público. Ao levar temas de interesse coletivo para um espaço popular como a feira agropecuária, a universidade contribui com a democratização do acesso à informação e com o empoderamento da população.
O podcast será disponibilizado nas plataformas digitais da Unemat, e a expectativa é que o conteúdo alcance não apenas os visitantes da feira, mas também o público em geral que busca compreender melhor seus direitos enquanto consumidores.
A ação integra uma série de atividades promovidas pela Unemat durante a Exposul 2025, todas voltadas à promoção do conhecimento, do desenvolvimento regional e da aproximação com a comunidade. A universidade reforça, mais uma vez, seu papel social ao abrir espaço para temas relevantes, que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
