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12 minutos de travessia: conheça o Tunelão, maior túnel ferroviário do Brasil

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Tunelão em vídeo
Reprodução YouTube – 11.1.2025

Tunelão em vídeo

Já parou para pensar nos diversos  túneis que  conectam lugares do Brasil? Entre Bom Jardim de Minas e Santa Rita de Jacutinga, em Minas Gerais, há o famoso  “Tunelão”,  conhecido como o maior túnel ferroviário do país. A extensão chega a ultrapassar 8,6 quilômetros. Já a travessia dura cerca de 12 minutos em uma velocidade média de 50 km/h. 


A estrutura é responsável pela conexão entre Itabirito (MG) e Barra Mansa (RJ), com foco no transporte de produtos industriais na  Ferrovia do Aço, também chamada como Ferrovia dos 1.000 dias por alguns profissionais ferroviários que conduzem locomotivas.


Vale ressaltar que o Tunelão se destacou pelo cenário complicado em que foi construído, sendo considerado um vencedor de barreiras naturais. Isso porque a perfuração de rochas sólidas e a implantação de sistemas avançados de ventilação e segurança foi necessária para que ele pudesse ser planejado e estruturado.


O túnel compõe um sistema que conta ainda com outros 81 túneis distribuídos ao longo da Ferrovia do Aço, que conecta  Belo Horizonte, em Minas Gerais, ao porto de Vitória, no Espírito Santo. Cidades como Ouro Preto, Juiz de Fora, Vitoria e Belo Horizonte colhem as vantagens do transporte de cargas, que ainda favorece a economia local. 

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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