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3 dias em Manaus, a capital do encontro das águas

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3 dias em Manaus, a capital do encontro das águas
Maurício Brum

3 dias em Manaus, a capital do encontro das águas

Foco de interesse do mundo todo pela biodiversidade, a região amazônica costuma atrair quem quer ter contato com a natureza única encontrada lá. Mas é inevitável que uma viagem para essa parte do Brasil também desperte curiosidade para Manaus, a metrópole erguida em meio à floresta e um destino rico em cultura e gastronomia.

Se for ao Amazonas, vale dedicar alguns dias para conhecer bem sua capital. O Aeroporto de Manaus, situado na região oeste da cidade, é a principal porta de entrada para a cidade e toda a região.

3 dias em Manaus

De lá, uma estadia de 3 dias garante explorar os principais pontos de interesse na área urbana. Comece pelos principais pontos culturais da cidade, visitando o Teatro Amazonas, o Centro Cultural Palácio da Justiça do Amazonas e o Largo de São Sebastião.

Continue o passeio com o Palacete Provincial, o Centro Cultural Palácio do Rio Negro, o Museu da Cidade de Manaus e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa. A maioria destes pontos ficam próximos, mas é bastante para um único dia, considerando o horário de funcionamento dos museus. Se preferir, separe os últimos da lista para continuar no dia seguinte.

No terceiro dia, aproveite para se integrar à natureza: conheça o Bosque da Ciência e dedique algumas horas de passeio ao Museu da Amazônia, o MUSA . Se der tempo, termine o dia em um parque: o Mirage ou o Parque dos Gigantes da Floresta (ou encaixe qualquer um deles nos dias anteriores).

Conheça os principais pontos

Teatro Amazonas

Inaugurado no fim do século 19, o Teatro Amazonas encanta por dentro e por fora. A icônica fachada pintada de rosa e branco – com uma cúpula feita com 36 mil peças de cerâmica nas cores da bandeira do Brasil – engloba um interior repleto de riquezas do Ciclo da Borracha.

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Interior do Teatro Amazonas Ana Claudia Jatahy – MTUR/Flickr

Alguns destaques vão para o plafond decorado com alegorias que remetem ao teatro e à ópera e um majestoso lustre. O Teatro Amazonas é aberto para visitação de terça a sábado, das 9 às 17 horas, e aos domingos, das 9h às 13h. Os ingressos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. O local oferece visitas guiadas mediante solicitação.

Saiba mais no site .

Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, 659 – Centro.

Centro Cultural Palácio da Justiça do Amazonas

Inaugurado em 1900, o prédio construído para abrigar o Poder Judiciário do Amazonas é uma joia da arquitetura eclética construída com materiais importados da Europa, principalmente de Portugal e da Escócia.

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Palácio da Justiça abriga centro cultural Ronaldo Caldas/Ascom/MinC/Reprodução

Tombado como patrimônio histórico nos anos 1980, hoje o Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ) recebe apresentações de música, dança, exibições de filmes e outros eventos culturais. A visita é aberta ao público de segunda a sábado (exceto às terças), das 9h às 15h.

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Mais informações .

Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, 901 – Centro.

Palacete Provincial

O belo edifício histórico construído no século 19 é onde funcionou por mais de 100 anos o Quartel da Polícia Militar do Amazonas. Com o restauro do espaço, o local foi reaberto como sede para diferentes instituições exposições: o Museu da Imagem e do Som (Misam), o Museu de Numismática do Amazonas, o Museu Tiradentes, a Pinacoteca do Estado e uma Exposição de Arqueologia.

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Palacete Provincial abriga diferentes exposições Ajmcbarreto/CC BY-SA 4.0/Reprodução

O Palacete fecha às quartas e domingos – nos demais dias, as visitas ocorrem das 9h às 15h, com entrada gratuita.

Saiba mais .

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Endereço: Praça Heliodoro Balbi, s/n – Centro.

Centro Cultural Palácio do Rio Negro

O Centro Cultural Palácio do Rio Negro (CCPRN) tem uma ampla programação cultural que funciona no charmoso edifício de estilo eclético. Conhecido originalmente como “Palacete Scholz”, o local foi construído no início do século 20 como residência para o alemão Waldemar Scholz, chamado na época de “Barão da Borracha”.

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Palácio Rio Negro pertenceu ao “Barão da Borracha” Mário Oliveira – MTUR/Flickr

Tombado nos anos 1980 como patrimônio histórico do Estado, a visita ao Palácio é atrativa pelas histórias do local e sua extensa programação cultural. A visitação ocorre das 9h às 15h, exceto às quartas e domingos, .

Confira outras informações .

Endereço: Av. Sete de Setembro, 1546 – Centro.

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Museu da Cidade de Manaus

O Museu da Cidade de Manaus funciona no Paço da Liberdade, um importante edifício histórico erguido no fim do século 19 para funcionar como sede do governo da Província do Amazonas e como residência do presidente provincial.

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Museu funciona no Paço da Liberdade JLPizzol/Wikimedia Commons

Transformado em museu em 2018, o local possui oito salas de visitação com uma mostra sobre a cultura e a identidade da cidade de Manaus. O Museu é aberto para visitação de segunda a sexta, das 9h às 16h30 e aos sábados, das 9h às 12h30, mediante agendamento pelo email [email protected] . A entrada é gratuita.

Endereço: Rua Gabriel Salgado, s/n – Centro.

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Inspirado no Mercado Les Halles, de Paris, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa conta com projeto do criador da Torre Eiffel e foi inaugurado em 1883.

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Prédio do século XIX inclui estrutura metálica projetada por Gustave Eiffel Sir.Leo Cabral/Wikimedia Commons

O espaço funciona até hoje como um centro de comércio de alimentos típicos e artesanato, ideal para comprar lembranças de viagem e apreciar a gastronomia local. O Adolpho Lisboa funciona de segunda a sábado, das 6h às 17h, e aos domingos e feriados, das 6h às 13h. A entrada é gratuita.

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Conheça mais sobre o Adolpho Lisboa .

Endereço: Rua dos Barés, 46 – Centro.

Bosque da Ciência

O Bosque da Ciência é um museu-parque de 13 hectares dentro do espaço dedicado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o INPA. A instituição, que também trabalha na educação ambiental, mantém exposições, trilhas, viveiros e um aquário com muitas espécies que fazem parte da biodiversidade amazônica.

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Bosque conta com atividades de educação ambiental Bosque da Ciência/Divulgação

O Bosque é visitável de terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até 17h), e requer agendamento prévio no site da instituição .

Endereço: Av. Bem-te-vi, s/n – Petrópolis.

Museu da Amazônia (MUSA)

Localizado na Zona Leste de Manaus, o MUSA funciona dentro da Reserva Florestal Adolpho Ducke e oferece trilhas dentro da floresta, exposições educativas e espaços de observação da fauna e da flora local. O espaço também conta com uma torre de observação de 42 metros de altura, com vista para os 100 hectares da reserva florestal. O ingresso comum tem o custo de R$ 40 reais, com desconto para idosos, estudantes, professores e acompanhantes de pessoas com deficiência.

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Torre de Observação tem 242 degraus e chega a 42 metros, com paradas intermediárias Museu da Amazônia/Redes sociais/Divulgação

O museu – que abre diariamente das 8h30 às 17h, com exceção das quartas-feiras – também oferece gratuidade para crianças até 5 anos, membros de comunidades tradicionais e pessoas com deficiência. Além da visita comum, existem outras modalidades alternativas disponíveis com agendamento prévio, como a visita com trilha guiada, um passeio de observação de aves ou ainda uma trilha noturna. Para estas opções, verifique mais informações no site do museu .

Endereço: Av. Margarita, 6305 – Jorge Teixeira.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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