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Achados em Richmond, o bairro mais bucólico de Londres

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Achados em Richmond, o bairro mais bucólico de Londres
Maurício Brum

Achados em Richmond, o bairro mais bucólico de Londres

Berço para algumas das paisagens mais deslumbrantes de Londres , Richmond é um destino imperdível para quem visita a capital inglesa. Situada às margens do Rio Tâmisa, esse bairro com clima interiorano fica ainda mais encantador no outono. O jeito mais rápido (20 minutos) de chegar lá é pegar um trem na Waterloo Station e descer na estação Richmond (o bairro é enorme e há várias outras estações nas cercanias, cheque no Google Maps).

Embora seja pouco explorado por visitantes – a maioria acaba indo apenas para visitar os Kew Gardens, o deslumbrante jardim botânico real –, a região conta com construções históricas, áreas verdes e uma boa variedade gastronômica. Com isso em mente, vale dedicar pelo menos um dia inteirinho para conferir uma seleção de restaurantes, cafeterias, livrarias e pubs na porção mais bucólica da capital inglesa. No final do texto veja um mapa com todos os endereços citados.

GASTRONOMIA

Petersham Nurseries

Parada obrigatória em qualquer visita a Richmond, o Petersham Nurseries é um encantador viveiro de mudas que reúne lojas, restaurantes e cafeterias. Entre os estabelecimentos, estão os italianos The Petersham , que serve delícias o dia todo, e o La Goccia , que faz sucesso com os seus drinks à noite .

Além disso, vale aproveitar a visita para tomar um chá da tarde na estufa e se encantar com a beleza da floricultura.

Bingham Riverhouse

Para quem preferir dar um grau em qualquer uma das três refeições, o Bingham Riverhouse é a pedida. O restaurante serve pratos da alta gastronomia em ambiente elegante e vistas lindas para o rio Tâmisa.

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O menu traz opções para café da manhã, brunch, almoço, chá da tarde e jantar. Há também um cardápio especial para os domingos, no tradicional sunday roast. Quer mais? Se preferir não arredar o pé de Richmond, alugue um dos quartos que estão à disposição.

Endereço: 61-63 Petersham Rd, Richmond TW10 6UT.

Knoops

Se você está em busca de um bom chocolate quente, a Knoops é uma parada obrigatória. Aberta em 2013, essa cafeteria oferece opções de bebidas com diferentes porcentagens de cacau que agrada tanto quem prefere algo mais doce até aos que preferirem sentir o amargor do chocolate puro.

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É uma verdadeira ciência, que tem até nome: “knoopology”. Com receitas autorais, sabores marcantes e diversas franquias espalhadas por Londres, o local também serve milkshakes, cafés e chás.

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Endereço: 1 George St, Richmond TW9 1JY.

The White Cross Pub

Situado às margens do Rio Tâmisa, o White Cross também é conhecido como o “pub que alaga”. O apelido tem justificativa: conforme a maré sobe, o bar é literalmente inundado e os clientes têm a oportunidade de tomar uma cerveja com os pés na água. Mas, não se preocupe: o estabelecimento oferece galochas gratuitas e os pedidos ainda são entregues na mesa.

Com pratos tipicamente britânicos, como o steak e kidney pudding ou o oxfordshire steak tartar, o endereço também faz bonito aos domingos no sunday roast, que conta com enormes Yorkshare puddings com gravy e batatas assadas.

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Endereço: Surrey, Riverside House, Water Ln, Richmond TW9 1NR.

The Princes’ Head

Além de ser um dos melhores pubs de Richmond, esse também é um dos mais bem localizados. O Princes’ Head fica no entorno do Richmond Green Sports Centre e Park e é a pedida ideal para assistir a uma partida de críquete com uma pint na mão.

Com opções vegetarianas e veganas, o cardápio por si só já é um grande atrativo. No entanto, há mais um chamariz para os amantes do esporte: o local realiza transmissões ao vivo dos principais torneios, especialmente de futebol e rugby, duas das paixões nacionais.

Endereço: 28 The Green, Richmond TW9 1LX.

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LIVRARIAS

The Open Book

Inaugurada em 1987, essa charmosa livraria independente é pequena por fora, mas extensa por dentro. Suas prateleiras são repletas de obras clássicas e contemporâneas, incluindo itens raros, como um exemplar de Como Ser Invisível , o livro de letras da cantora e compositora inglesa Kate Bush – e autografado pela própria.

Além disso, a encantadora The Open Book é sede para encontros de clubes do livro e outros eventos culturais.

Endereço: 10 King St, Richmond TW9 1ND.

Books on The Rise

Situada em Hill Rise, a Books on The Rise conta com uma programação vasta de eventos literários e uma curadoria criteriosa de livros.

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Depois de visitá-la, vale seguir colina acima para ter uma das melhores vistas de Londres. No topo, ainda há o famoso Richmond Deer Park, uma das áreas com maior biodiversidade do sul da Inglaterra.

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Endereço: 80 Hill Rise, Richmond TW10 6UB.

ATIVIDADES AO AR LIVRE

Richmond Park

Considerado uma Reserva Natural Nacional, o Richmond Park é um refúgio para espécies raras e ameaçadas de extinção, entre elas besouros-veados, morcegos e mariposas. Esse vasto espaço verde ainda abriga árvores com pelo menos 750 anos.

Se você gosta de atividades ao ar livre, esse é o destino ideal para conhecer o lado mais bucólico de Londres. O parque é uma boa pedida para corridas e caminhadas ao ar livre.

Richmond Green

Cercado por construções históricas, o Richmond Green é uma das principais áreas verdes da cidade, frequentada desde a Idade Média. Além de contar com um campo de críquete, o espaço é sede para diferentes festividades ao longo do ano.

Os becos ao redor do parque também valem a visita. Ainda mais para os fãs do sitcom Ted Lasso , da Apple TV, que podem reconhecer alguns dos locais onde foi gravado o seriado.

Ham Lands

Situado a uma curta distância de Richmond, está a Reserva Natural Ham Lands. Com uma grande diversidade de plantas e animais, o parque é uma mistura de diferentes habitats, que vão de florestas a pântanos.

Nele, encontra-se uma das propriedades do National Trust : a Ham House . Essa construção histórica é cercada por belos jardins e conta com uma charmosa cafeteria.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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