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Alagoas: 5 praias para conhecer em Maceió

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Alagoas: 5 praias para conhecer em Maceió
Maurício Brum

Alagoas: 5 praias para conhecer em Maceió

Com uma das orlas mais bonitas do Brasil, Maceió é uma das capitais litorâneas mais procuradas para turismo. Além das praias mais agitadas no perímetro urbano, que não decepcionam em nada, a cidade também possui opções mais isoladas para quem busca sossego.

Três belas praias – Pajuçara , Ponta Verde e Jatiúca – ocupam 6 km de orla arborizada, com ciclovia, calçadão, barracas e mar colorido, protegido por piscinas naturais. Essa região concentra os hotéis da cidade e é bem servida de transporte público.

Para conhecer praias mais ao norte, como as extensas e menos movimentadas Pratagi e Ipioca , vale alugar um carro ou contratar o serviço de uma agência de passeios.

Saiba mais sobre cada praia a seguir:

1. Praia de Pajuçara

Conhecida por ter as águas mais calmas de Maceió , a Praia de Pajuçara é movimentada da manhã até a noite, já que abriga o calçadão da capital alagoana. Pajuçara também é o ponto de partida das jangadas que vão até os bancos de areia e as piscinas naturais a cerca de 20 minutos da costa.

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Passeios de jangada partem de Pajuçara Mario Roberto Durán Ortiz/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

2. Praia da Ponta Verde

Uma boa pedida para quem não quer apenas os mergulhos no mar, a Praia de Ponta Verde fica próxima ao calçadão e garante uma vista exuberante para quem gosta de pedalar ou fazer caminhadas.

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O grande marco é o farol, construído a cerca de 600 metros da faixa litorânea, sobre pilares. A estrutura pode ser acessada a pé quando a maré está baixa, mas atenção: é importante lembrar de não ir descalço, já que pedras e corais pelo caminho podem machucar os pés.

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Farol é marco da Praia de Ponta Verde Ricardo Lêdo/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

3. Praia de Jatiúca

Com ondas mais fortes, Jatiúca é uma das praias urbanas de Maceió e conta com uma boa estrutura de quiosques. Muito procurada por surfistas, a areia é menos apinhada do que as vizinhas e costuma ter uma boa faixa de sombra ao longo da tarde.

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Praia de Jatiúca costuma ser menos movimentada que outras praias urbanas de Maceió Gustavocrocha/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

4. Praia de Pratagi

Saindo da área urbana e seguindo por 16 km rumo ao norte, o visitante encontra a Praia de Pratagi e a sombra dos coqueiros. O lugar, fora do burburinho, tem água cristalina e boa estrutura para passar o dia entre mar, rio e Mata Atlântica.

O mar costuma ser agitado, o que pode afastar banhistas e quem viaja com crianças, mas o local também conta com piscinas naturais de água amena e uma extensa faixa de areia que convida à prática de esportes.

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Piscinas naturais são atrativo da Praia de Pratagi Pratagy Resort/Divulgação

5. Praia de Ipioca

Distanciando-se ainda mais do centro da capital, a cerca de 25 km, a Praia de Ipioca é outro destino que oferece uma experiência mais tranquila, com água cristalina e diversas piscinas naturais. A faixa litorânea é marcada por coqueirais.

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Cleferson Comarela/CC BY-SA 3.0
A 25 km do centro da capital, Ipioca é cercada pelos coqueiros Cleferson Comarela/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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