Turismo
Buenos Aires: Recoleta tem mostra sobre Julio Cortázar com itens inéditos
Turismo

O Centro Cultural Recoleta , em Buenos Aires , exibe desde outubro uma mostra especial em homenagem ao escritor Julio Cortázar. Recuperando manuscritos, fotos e objetos pessoais, a exposição Comienzo del juego segue em cartaz até março do ano que vem, e inclui itens nunca vistos antes fora de museus da Europa – onde o escritor viveu as décadas finais de sua vida.
A exibição no CCR faz parte do “Ano Cortázar”, uma iniciativa cultural de Buenos Aires dedicada a reviver o legado do escritor ao longo de 2024, quando são recordados o 110º aniversário de nascimento e o 40º de falecimento de Cortázar.
Como é a exposição
Em uma área de 1.500 metros quadrados que existe desde 1994 em homenagem ao próprio Cortázar, a mostra ajuda a mergulhar na história de vida do escritor e em elementos presentes em seus textos, seja por meio de instalações artísticas ou por objetos reais que marcaram sua trajetória. Ao todo, são três espaços: as salas J e C (nomeadas a partir das iniciais de Julio Cortázar) e a Cronopios, em referência aos personagens homônimos criados por ele.

A sala J tem como foco as décadas iniciais da vida de Cortázar, da infância à produção dos primeiros textos, ainda na juventude, quando residia na Argentina . Estão em exposição álbuns familiares, textos originais do período (quando ele ainda assinava como “Julio Denis”) e alguns livros da própria biblioteca pessoal do escritor, aproximando o visitante das referências literárias de seus anos formativos. Essa parte da mostra contempla do nascimento de Cortázar até 1951, momento em que parte para a França – país em que permaneceria pelo resto da vida.
Entrando na sala C, vem a etapa parisiense de Cortázar, com alguns dos elementos mais interessantes da mostra: objetos que pertenceram ao escritor e nunca haviam sido expostos fora da Europa. Vistos pela primeira vez na Argentina , eles foram emprestados pelo Museu do Escritor , de Madri. Além de mais fotografias, primeiras edições e manuscritos, podem ser vistos itens cotidianos como um cachimbo, um chapéu e um rádio portátil em forma de livro.

Se os dois primeiros espaços têm mais foco na vida de Cortázar, a sala Cronopios é menos uma sala e mais um labirinto dedicado à obra: construída pelo curador Rodrigo Alonso como uma sequência de túneis que levam a oito espaços diferentes, essa parte da exibição inclui diferentes obras de arte que remetem a algum elemento dos textos cortazarianos. E, assim como na obra-prima Rayuela (“O jogo da amarelinha”), que pode ser lida em mais de um sentido, o visitante também é convidado a se perder nos túneis da forma como bem entender.
Quando visitar
A mostra Comienzo del Juego está em cartaz desde 15 de outubro, e permanecerá em exibição até março de 2025, no Centro Cultural Recoleta , localizado na rua Junín, 1930 – ao lado do famoso Cemitério da Recoleta . Diferentes linhas de ônibus deixam perto. De metrô, pegue a linha H e siga até a estação Facultad de Derecho, que deixa a cinco minutos de caminhada do CCR.
O espaço funciona das 13h30 às 22h de terça a sexta-feira, e das 11h15 às 22h, aos sábados e domingos. O ingresso custa cinco mil pesos argentinos para estrangeiros (cerca de R$ 29).
Confira outras informações sobre a mostra no site .
Resolva sua viagem aqui
-
Reserve hospedagem no Booking
-
Reserve seu voo
-
Reserve hospedagem no Airbnb
-
Ache um passeio na Civitatis
-
Alugue um carro
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
-
Cidades6 dias atrásGincana do Caminhoneiro movimenta Rondonópolis e valoriza profissionais das estradas
-
Cidades5 dias atrásPrefeitura determina retirada de idosos de instituição alvo de ação judicial em Rondonópolis
-
Curiosidades4 dias atrásApós décadas de espera, Sagrada Família recebe ordem de serviço para pavimentação
-
Curiosidades3 dias atrásPrefeitura encaminha projeto à Câmara para garantir entrada gratuita em todas as noites da 52ª Exposul
-
Agronegócio1 dia atrásLocutor Almir Cambra está confirmado na Exposul 2026
-
Cidades2 dias atrásPrefeitura entrega 2,5 mil kits pedagógicos e reforça apoio aos professores da rede municipal
-
Cidades9 horas atrásNo mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção
