Turismo
Cabo Frio, a “praia dos mineiros”, não terá mais voos comercias
Turismo

A companhia Azul surpreendeu o turismo da Região dos Lagos, destino no Rio de Janeiro famoso por suas praias paradisíacas, com o encerramento das operações em Cabo Frio, conforme apurou o site Tudo Viagem . A partir de março a companhia não terá mais voos comercais na cidade que também é porta de entrada dos turistas que viajam de avião para as cidades de Arraial do Cabo e Búzios.
Atualmente a Azul é a única companhia que oferece voos comerciais para Cabo Frio, conhecida como a “praia dos mineiros”. Os voos diretos partem de Belo Horizonte (Aeroporto de Confins). Clientes da companhia de outras cidades podem vajar para a Cabo Frio através das conexões da Azul na capital mineira.
A região de Cabo Frio receberá até 2 de fevereiro, antes da suspensão das operações, 214 voos da Azul, e uma oferta de 25 mil assentos na alta temporada de verão. Essa programação de voos foi divulgada pela Azul em outubro do ano passado. Nesta temporada a Azul está usando os jatos da Embraer que transportam até 118 passageiros.
Campos também ficará sem voos
A partir de 10 de março a Azul deixará de operar voos de Campos do Goiytacazes para a cidade de Campinas. A companhia é a única que opera na cidade que fica na Bacia de Campos, no interior do estado do Rio de Janeiro.
A alta do dólar e o aumento das despesas operacionais são os motivos da suspensão dos voos, confome comunicado divulgado pela Azul. ( Leia nota completa da Azul no final deste post ).
Confira comunicado da Azul sobre o encerramento dos voos
São Paulo, 23 de janeiro de 2025 – A Azul informa que está sempre avaliando as possibilidades e necessidades de mercado e, consequentemente, mudanças fazem parte do planejamento operacional. Como empresa competitiva, a companhia reavalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda.
Sendo assim, a companhia anuncia que irá suspender as operações na cidade de Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, a partir do dia 10 de março devido a uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda.
Importante ressaltar que os Clientes impactados receberão a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A Azul reforça, ainda, que mesmo diante da suspensão, segue operando no Estado do Rio de Janeiro com voos regulares em Santos Dumont (RJ), Galeão (RJ), Jacarepaguá (RJ), de onde os Clientes poderão se conectar com sete destinos em voos diretos.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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